O Jardim Botânico da Madeira – Eng.º Rui Vieira dá mais um passo na sua missão de sensibilização ambiental e valorização do património natural com a instalação de novas placas informativas nas suas coleções botânicas. Esta iniciativa visa aproximar o público do conhecimento científico, através de conteúdos acessíveis, informativos e visualmente apelativos sobre algumas das espécies mais emblemáticas do espaço.
As novas placas apresentam dados botânicos, nomes comuns e científicos, origem, características ecológicas e curiosidades que despertam o interesse dos visitantes, promovendo uma experiência mais interativa e educativa. Trata-se de mais um investimento que reforça o posicionamento do Jardim Botânico como espaço de referência na conservação da biodiversidade, educação ambiental e turismo científico.
“Estamos profundamente empenhados em continuar a investir no Jardim Botânico, um dos locais mais emblemáticos da Madeira e um verdadeiro símbolo da nossa identidade natural e cultural”, afirma Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura. “Estas novas placas representam uma forma eficaz de comunicação com os visitantes, despertando a curiosidade e promovendo o respeito pela natureza. Mas fazem parte de um esforço mais amplo de modernização e valorização que temos vindo a desenvolver nos últimos anos.”
Inserida num conjunto de ações estruturadas de qualificação do espaço, a iniciativa das placas informativas surge paralelamente ao lançamento de um projeto de mapa digital interativo, desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Este novo recurso já permite que os visitantes acedam, a partir dos seus telemóveis, a informações detalhadas e georreferenciadas sobre as coleções vivas do Jardim, incluindo percursos temáticos personalizados.
Um jardim com raízes na história e no futuro
Inaugurado oficialmente a 30 de abril de 1960, o Jardim Botânico da Madeira tem raízes que remontam a 1952, aquando da aquisição da Quinta do Bom Sucesso pela Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal. Com cerca de cinco hectares de área ajardinada e uma história profundamente ligada à conservação e investigação científica, o espaço é hoje um dos ex-líbris da Região Autónoma da Madeira.
“O Jardim Botânico não é apenas um espaço verde. É uma instituição viva, ao serviço do território, da ciência e da população. Investimos de forma contínua para que seja um lugar de descoberta, contemplação e aprendizagem, acessível a todos”, sublinha Eduardo Jesus.
A par da sua função educativa e turística, o Jardim Botânico desempenha um papel central na preservação da flora endémica e exótica, através do Banco de Sementes, do Herbário Padre Manuel de Nóbrega e do Museu de História Natural, cuja exposição permanente reúne peças de elevado valor científico e histórico.
O espaço tem sido alvo de requalificações significativas, ao longo dos últimos anos, como o projeto de melhoria da acessibilidade e infraestruturas, financiado em 85% pelo FEDER, num investimento superior a 870 mil euros. A recuperação após o incêndio de 2016, a introdução de novas coleções temáticas e a melhoria da informação ao visitante são exemplos do compromisso contínuo com a qualidade e a inovação.
Com estas novas ações, o Jardim Botânico da Madeira – Eng. Rui Vieira consolida a sua vocação enquanto espaço de excelência, que cruza ciência, conservação e turismo sustentável, numa das paisagens mais icónicas da Região.