O dispositivo de vigilância montado pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) assegura, atualmente, a cobertura de 70% do espaço florestal da Madeira através de seis torres de vigilância estrategicamente posicionadas na ilha. Um investimento determinante se tivermos em conta que 75% do território terrestre madeirense é espaço florestal, património natural que constitui um recurso ambiental essencial e um ativo social e económico de enorme relevância para a Região.
O sistema de vigilância e prevenção contra incêndios florestais, acompanhado no terreno pelo secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, pelo presidente do IFCN, Manuel Filipe, pelo vogal do Instituto, Paulo Oliveira, e pelo coordenador do Corpo de Polícia Florestal, Bruno Cardoso, integra ainda os postos florestais distribuídos pela ilha e o reforço tecnológico com sete drones, capazes de monitorizar áreas de difícil acesso, identificar comportamentos suspeitos e dar resposta rápida em caso de ignição.
Infraestruturas determinantes para a prevenção e deteção precoce
As seis torres de vigilância — Boca das Voltas, Cruz das Moças, Fonte do Bispo, Pico do Suna, Quebradas e Rabaçal — assumem um papel fundamental na deteção precoce de fogos, permitindo acionar meios de combate em tempo útil. Complementam este dispositivo os 12 postos florestais (como os da Casa Velha, Encumeada, Fanal, Pico das Pedras e Poiso), que servem de base de apoio ao Corpo de Polícia Florestal, proporcionando proximidade ao terreno e capacidade de resposta imediata.
Muitas destas infraestruturas, construídas em meados do século XX, e as torres, com uma idade média de 25 anos, sofreram uma degradação acelerada devido às condições meteorológicas adversas. A sua reabilitação foi considerada prioritária, devolvendo ao efetivo de polícias florestais condições de trabalho dignas e modernas, ao nível da habitabilidade, segurança e higiene.
Drones: tecnologia ao serviço da floresta
Os sete drones adquiridos pelo IFCN permitem patrulhar vastas áreas, reforçar o trabalho humano e garantir uma vigilância em tempo real, sobretudo em zonas de difícil acesso. Equipados com câmaras de alta resolução, são capazes de detetar atividades de risco, como fogueiras ou comportamentos suspeitos, e assegurar uma monitorização constante que potencia a rapidez na resposta.
Para o secretário regional Eduardo Jesus, este investimento traduz a prioridade do Governo Regional em proteger o património florestal madeirense: “A floresta representa 75% do território terrestre da Madeira e constitui um dos maiores valores ambientais e identitários da Região. Proteger este recurso é proteger a vida, o turismo, a economia e a qualidade de vida da nossa população. O sistema de vigilância reforçado com drones e infraestruturas modernizadas garante-nos uma capacidade de resposta mais eficaz, mais célere e tecnologicamente mais avançada”, sublinhou.
Valorização do património e proximidade com a população
Além da função de vigilância, as infraestruturas florestais desempenham também um papel relevante na sensibilização e contacto com residentes e turistas, constituindo pontos de informação e apoio ao usufruto sustentável da floresta.
Eduardo Jesus destacou ainda esta dimensão: “Estes espaços servem a prevenção e o combate aos incêndios, mas, também, a valorização do nosso património natural e a promoção do destino Madeira, assegurando uma interação próxima com residentes e visitantes e transmitindo valores de preservação ambiental que são estratégicos para o futuro da Região”, acrescentou.
Salvaguarda de um recurso vital
O reforço deste dispositivo, que alia vigilância terrestre, postos florestais, torres de vigilância e recurso a novas tecnologias, permite encurtar drasticamente o tempo entre a deteção e a chegada dos meios de combate, fator decisivo para evitar a propagação descontrolada dos incêndios e as consequências devastadoras que estes podem ter para a floresta, para a biodiversidade e para o património natural da Madeira.
Com este investimento, o Governo Regional e o IFCN reforçam o compromisso de proteger, modernizar e valorizar a floresta madeirense, garantindo não só a preservação ambiental, mas também a sustentabilidade de um território cuja identidade e futuro estão profundamente ligados à sua riqueza natural.