Miguel Albuquerque – que se encontra acompanhado por Pedro Ramos, presidente da Estrutura de Missão do Hospital Central e Universitário da Madeira – falava no âmbito da inauguração da iniciativa “Islands of Life”, a convite formal da Comissão Europeia.
A iniciativa ‘Islands of Life’, recorde-se, é uma nova fase do Madeira GigaSite, visando a concretização de mais parcerias e a implementação global – regiões insulares de todos os continentes, da Macaronésia ao Caribe, da Ásia ao Pacífico – da liderança, experiência e conhecimentos adquiridos, através do primeiro GigaSite do Sistema Europeu de Sentinelas Super-Sites para Águas Residuais (EU4S), tendo por objetivo reforçar a cooperação científica, a resiliência climática e a proteção da saúde pública.
Intervindo na sessão de inauguração, o presidente do Governo Regional frisou tratar-se de «um projeto de vanguarda que é um marco significativo na interseção entre monitorização ambiental, saúde pública e integração de tecnologias avançadas».
E fez questão de expressar o seu agradecimento à Comissão Europeia e à organização da EXPO Osaka pelo honroso convite para estar ali hoje, neste evento de grande relevância global. O governante cumprimentou ainda os representantes da Comissão Europeia, «no qual este projeto se alicerça, as autoridades japonesas presentes, as delegações
internacionais, bem como os líderes de organismos científicos e nossos valiosos parceiros privados, cuja presença e apoio são fundamentais para o sucesso desta iniciativa».
«É, por isso, com grande entusiasmo que a Região Autónoma da Madeira, através do projeto Madeira GigaSite, abraça a oportunidade de partilhar as suas iniciativas inovadoras, como o é a vigilância de águas residuais e os avanços em saúde digital, evidenciando o nosso compromisso com soluções sustentáveis e potencial para fazer a diferença em todo o mundo», destacou.
O projeto foi desenvolvido na Região Autónoma da Madeira, sob a coordenação científica do Instituto para o Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (IDEA), em estreita colaboração com a Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil e diversos parceiros nacionais e internacionais.
E tem assegurado, através da vigilância epidemiológica baseada em águas residuais e recurso a tecnologias avançadas, uma infraestrutura de conhecimento para um controlo abrangente, detalhado e em tempo real ou quase real de patógenos emergentes e outros poluentes de relevância sanitária.
É este projeto que foi dado hoje a conhecer em Osaka, na presença de representantes da Comissão Europeia, nomeadamente o Dr. Bernd Manfred Gawlik (Joint Research Centre), especialistas do National Institute of Infectious Diseases do Japão e de líderes de organizações como a World Health Organization, World Water Council e a European Reference Network of Acute Care and Telemedicine.
A apresentação contou igualmente com a participação de altas individualidades da Comissão Europeia, de governos nacionais e regionais de vários continentes, de líderes de organismos internacionais e de representantes do setor privado global, reforçando a dimensão diplomática e a projeção internacional desta iniciativa de excelência.