A apresentação do Plano de Dinamização dos Parques Empresariais 2025-2031 serviu de mote para o Secretário Regional da Economia revelar os últimos indicadores. “A Madeira cresce economicamente há 51 meses consecutivos”.
“Os números do segundo trimestre deste ano são muito positivos, com a criação de mais emprego (o desemprego situou-se nos 4,8 por cento), reflexo da criação de mais 407 sociedades, a remuneração bruta mensal média por trabalhador cresceu para os 1.676 euros, o consumo de energia aumentou 2,1 por cento, o movimento de passageiros nos aeroportos cresceu 15,5 por cento e os proveitos totais do alojamento turístico aumentaram mais de 20 por cento face ao trimestre anterior e nos portos o movimento de mercadorias cresceu quase 5 por cento”, começou por destacar José Manuel Rodrigues.
O governante referiu-se, ainda, à “inflação que foi contida e onde há um decréscimo de meio ponto percentual em relação ao primeiro trimestre deste ano”.
José Manuel Rodrigues diz que o Governo Regional pretende manter este ritmo de crescimento “para melhorar a qualidade de vida dos madeirenses e fazer refletir no rendimento das famílias e dos cidadãos esse acréscimo da riqueza, seja por via de uma valorização dos salários, seja através da redução de impostos que voltará a ocorrer no próximo ano”.
Um dos instrumentos para prosseguir a estratégia de crescimento económico é a Madeira Parques Empresariais (MPE) que hoje apresentou o seu Plano de Dinamização para os próximos 6 anos.
“O caso dos parques empresariais é um exemplo bem-sucedido de um investimento público que impulsiona o investimento privado, descentraliza negócios, gera emprego e riqueza, contribui decisivamente para um melhor ordenamento do território e dá maior coesão económica e social à nossa Região e por isso será dinamizado ao longo dos próximos anos com novos parques e ampliação de alguns existentes”, referiu o secretário que detém a tutela da MPE.
“O Governo Regional vai mandar elaborar um estudo para saber o impacto dos Parques na formação do Produto Interno Bruto e do VAB regional”, rematou José Manuel Rodrigues.
Plano de Dinamização da MPE com 7 eixos estratégicos
Trazer mais empresas para os Parques Empresariais do norte da Madeira e apostar na transição energética e digital são algumas das estratégias que constam do Plano de Dinamização dos Parques Empresarias 2025-2031.
Um dos grandes objetivos “é continuar a sua atividade operacional sem qualquer ónus para o acionista, o Governo Regional da Região Autónoma da Madeira”, começou por referir Roberto Figueira consultor da PKF, na Madeira.
Dos 12 parques empresariais existentes no arquipélago, 11 estão operacionais e com uma taxa média de ocupação de 82% e mais de 230 empresas instaladas. Por falta de entendimento com a câmara o parque da Ponta do Sol continua inativo, explicou Gonçalo Pimenta, presidente da MPE.
“Acompanhar o crescimento económico da Região e identificar novas áreas de negócio para a MPE” são as grandes metas traçadas por Gonçalo Pimenta para os próximos anos.
O volume de negócios da MPE aumentou, entre 2023 e 2024, de 2,1 milhões de euros para 2,4 milhões.
Coube a Carlos Morgado, da PKF Portugal, explanar os 7 eixos estratégicos do plano de dinamização da MPE, que passam em primeiro lugar por tornar a MPE “uma entidade autónoma financeiramente e não dependente da injeção financeira do Governo Regional”. O segundo eixo pretende criar medidas que satisfaçam as expetativas das empresas e das entidades públicas e privadas. A identificação de novas áreas de negócios, o incremento da notoriedade e da imagem da MPE, a cooperação com as entidades regionais e nacionais, a promoção da transição energética com aposta na energia renovável e a transição digital, com vista a uma melhoria da qualidade dos serviços e a atrair investimento, completam o naipe dos eixos estratégicos traçados pelos especialistas e que estão calendarizados até 2031.