O presidente do Governo Regional falava à margem da XII Conferência Internacional sobre Bioinvasões Marinhas. Onde foi afirmado que, de momento, a Madeira não está perante qualquer ameaça de invasão biológica marinha.
O líder madeirense ficou contente por saber que das 70 espécies invasoras mairnhas nenhuma oferece qualquer risco à biodiversidade da Região, mas admitiu ser necessário estar sempre atento ao movimento do sargaço.
O governante diz que se trata sempre de uma ameaça, na Madeira como em quase todos os países europeus com costa, o sargaço, espécie que vem do Mar dos Sargaços.
Mas, de momento, garantiu, «não representa qualquer ameaça, ao contrário do que aconteceu no ano passado».
«É uma situação complicada, mas, se surgirem problemas, teremos de realizar as limpezas necessárias, tal como fizemos no Porto Santo no ano passado», garantiu.
Conferência de dois em dois anos, nasceu nos estados unidos, cerca de 280 participantes
A XII Conferência Internacional sobre Bioinvasões Marinhas decorre no Funchal, até quinta-feira, e conta com a participação de mais de 250 especialistas e governantes de 30 países, que estão a debater soluções sustentáveis para as bioinvasões oceânicas.
Trata-se do mais prestigiado fórum mundial dedicado ao estudo e à gestão de espécies invasoras marinhas. Teve início nos Estados Unidos e decorre de dois em dois anos, normalmente naquele país. A Madeira conseguiu trazer para cá a sua organização.
A conferencia na Região é promovida pelo Comité Científico da Sociedade para o Estudo de Bioinvasões Marinhas e pelo Comité Organizador Local — composto pelo MARE-Madeira, ARDITI e Universidade da Madeira — e visa debater os avanços científicos e estratégicos mais recentes no controlo e mitigação de espécies não-indígenas, reforçando a cooperação internacional e o desenvolvimento de soluções sustentáveis.