Chama-se BIOVALOR, e é um composto orgânico certificado, 100% natural, com características que favorecem a fertilidade dos solos, promovendo a retenção de nutrientes e contribuindo para a regeneração e sustentabilidade das áreas agrícolas.
Para além disso, é distribuído gratuitamente pela Águas e Resíduos da Madeira (ARM), pelo que assume uma componente de ajuda direta ao agricultor, uma vez que contribui para diminuir os custos de produção.
O composto BIOVALOR acaba de obter a certificação da Marca 'Produto da Madeira', assim como o parecer favorável da Direção-geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural, para ser utilizado na produção biológica.
“Esta é uma boa forma de contribuir para a prática de uma agricultura sustentável e de uma economia circular, que vem da terra e volta para a terra, rentabilizando os meios disponíveis e esbatendo custos com a produção. Agora, temos de fazer um esforço na divulgação deste produto, junto aos agricultores, uma vez que ele é certificado, tem qualidade e representa uma ajuda direta, concreta e de valor acrescentado ao setor primário”, acredita Nuno Maciel, Secretário Regional de Agricultura e Pescas, que esta semana visitou as instalações, onde é produzido este composto natural.
O BIOVALOR é produzido na Instalação de Compostagem de Resíduos Sólidos Urbanos da Meia Serra, tendo por finalidade a valorização orgânica dos resíduos de origem vegetal, através do processo de degradação biológica aeróbica, processo natural pelo qual os organismos transformam a matéria orgânica (folhas, relva, restos ou cascas de legumes e frutas, etc.) numa substância húmica estabilizada, chamada de composto: uma espécie de fertilizante com propriedades de corretor de solos, utilizado na agricultura.
A Instalação de Compostagem de Resíduos Sólidos Urbanos tem capacidade para tratar 60 toneladas/dia, e desde o final de 2019, após um processo de remodelação da instalação e equipamentos associados, a ARM já disponibilizou cerca de 5.800 toneladas de BIOVALOR, das quais aproximadamente 810 toneladas foram distribuídas apenas no decorrer do ano de 2025.
Qualquer pessoa interessada neste composto certificado pode se dirigir às instalações da ARM na Meia Serra, Porto Novo e Meia Légua, assim como aos Mercados Abastecedores de Santana, Prazeres, Porto Moniz e Porto Santo (Campo Experimental do Farrobo).
Nuno Maciel assume que “o desafio é agora alargar o número de postos de distribuição e, através dos serviços da Direção Regional de Agricultura, prestar apoio técnico aos agricultores, nomeadamente na forma correta de utilizar este composto, em função das diferentes culturas”, assume.
Informações adicionais sobre o produto, localizações e contactos dos pontos de entrega, podem ser consultados no portal da Águas e Resíduos da Madeira, em www.arm.pt.