O presidente do Governo Regional salientou hoje o ato de reconhecimento que constitui a entrega das Medalhas de Mérito Turístico, este ano a 28 personalidades/entidades. Falando no Convento de Santa Clara, onde decorreu a cerimónia, o governante sublinhou que o evento é o reconhecimento transversal da atividade, «porque sendo o Turismo uma indústria com grande pujança na Madeira, a mesma depende de todos os sectores e de todas as atividades sociais e laborais».
Miguel Albuquerque lembra que «o Turismo é um ecossistema que implica com toda a comunidade» e que na cerimónia realizada nesta manhã, numa organização da Secretaria do Turismo, Ambiente e Cultura, é reconhecido «o contributo, direto e indireto, de um conjunto de personalidades e de instituições, que fazem a valorização da nossa atratividade e da nossa sustentabilidade turística».
«Aqui reconhecemos pessoas que trabalham nas levadas, nas Florestas, no património edificado, no património automóvel, na jardinagem, na música, nos diversos sectores da oferta hoteleira, nos serviços, na restauração, entre outros», elencou.
Desta forma, reforçou que a cerimónia em si visou o reconhecimento daquelas instituições e personalidades, por parte do Governo. «São pessoas que têm muitos anos de trabalho e de trabalho em prol da valorização da nossa comunidade e que muitas
vezes, de forma indireta, contribuem para a melhoria da nossa oferta turística», enalteceu.
Uma cerimónia que assumiu, é das que mais gosta de presidir devido à transversalidade da mesma. E durante a qual fez questão de agradecer aos homenageados o contributo, bem como de toda a população em geral.
Por outro lado, lembrou que a aposta da Madeira para o sector não é sobretudo quantitativa, mas sim qualitativa, com reforço do rendimento gerado.
«Estamos a atravessar um processo de reorganização desta indústria, sobretudo para evitar – estamos a fazer, neste momento todos os procedimentos e trabalhos nesse sentido – uma grande pressão sobre as zonas mais sensíveis, mantendo os ecossistemas sem problemas de grande pressão e, ao mesmo tempo, para reorganizar tudo de modo que as pessoas possam usufruir desses ecossistemas em condições», explicou.
Paralelamente, «do ponto de vista da Indústria em si, a Região quer, para o Turismo, continuar a melhorar os serviços, melhorar o alojamento, melhorar a restauração, no sentido de ganhar valor acrescentado e não apenas quantidade, já que em relação à quantidade está satisfeita».
Miguel Albuquerque lembrou que há novas unidades turísticas previstas, nomeadamente de cariz mais urbano e muitas delas no centro histórico da capital madeirense, mas também nos concelhos fora do Funchal, para onde também existem projetos. Mas, garantiu, a Região não vai atingir os números de quartos previstos no Plano de Ordenamento Turístico. E assegura que algumas da soluções já conhecidas, como percursos e monumentos pagos para visitar, bem como estacionamentos pagos, são para prosseguir.