A secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, presidiu hoje à sessão de abertura das XVII Jornadas de Diabetes da Madeira e do 1º Simpósio de Obesidade, no Hotel Vidamar, no Funchal, sublinhando a importância do combate conjunto a estas "epidemias globais".
Considerando os dados referentes à obesidade e à diabetes que se registam na Região, no País e a nível global, a responsável pela tutela da Saúde frisou que o impacto da obesidade na saúde da população e na sustentabilidade do Sistema Regional de Saúde "não pode ser ignorado", sendo imperativo agir em conjunto, "transcendendo o objetivo da simples perda de peso".
A luta contra a obesidade e a diabetes, que afeta cerca de 14% da população da RAM, é "uma luta por equidade, dignidade e sustentabilidade." Esta exige um trabalho conjunto entre organizações de saúde e a sociedade, dado que a situação de "mais de metade da população adulta em Portugal ter excesso de peso ou obesidade" não é alheia à Madeira.
Da parte do Governo Regional, Micaela Fonseca de Freitas reafirmou o empenho e o compromisso em combater os fatores de risco associados a estas patologias. A governante deu como exemplo “o investimento na educação alimentar desde a infância, a promoção de ambientes mais saudáveis através da construção de espaços para a atividade física, e o tratamento da obesidade, que deve ser baseado na ciência”.
A governante aproveitou também a ocasião para saudar os profissionais, dirigentes da saúde, presidentes de sociedades científicas, oradores e a Comissão Organizadora, liderada pela diretora do Serviço de Endocrinologia, Margarida Ferreira. Deixou ainda uma palavra de reconhecimento especial ao médico endocrinologista Silvestre Abreu “pelo seu trabalho de décadas na área das doenças metabólicas e pelo legado no rastreio da retinopatia diabética”.
A mensagem final foi de confiança, garantindo que a Região Autónoma da Madeira possui "profissionais competentes, instituições fortes e uma estratégia clara para construir um futuro com mais prevenção, mais inovação e mais sustentabilidade em saúde”.