Um investimento de 3,5 milhões de euros, conforme enalteceu o Presidente do Governo Regional. Uma verba que contou com apoios europeus e que representa um investimento muito importante na reconstituição «de uma das memórias mais
importantes da história da Madeira, que era o Forte de São Vicente, que estava aqui localizado».
O governante diz que as escavações, municiosas e que demoraram cerca de 10 anos a serem terminadas (dada a complexidade dos trabalhos e da recuperação das peças), permitiram constatar o intenso intercâmbio que ocorreu na Região com diversas parceiros, nomeadamente europeus, mas também de outras regiões do mundo.
«Estas escavações vieram, uma vez mais, comprovar que desde o apogeu da descoberta da Madeira, nomeadamente o da indústria sacarina, e durante vários séculos, mantiveram-se as influências e os contactos múltiplos com outros povos. E vocês conseguem aqui constatar isso: Antuérpia, Bruges, Itália, China, etc», exemplificou.
Dessa forma, afirmou ter ficado bem documentada a importância da Madeira ao longo dos séculos, «primeiro porque foi a primeira arquidiocese do mundo, depois como ponto estratégico para a expansão portuguesa».
Questionado pelos jornalistas, Miguel Albuquerque admitiu que este núcleo museológico será o “ponta-de-lança” para «o futuro museu de arqueologia, que vai ser instalado brevemente no atual Forte de São Tiago».
«Temos, neste momento, um conjunto de peças e de recolhas arqueológicas que estão, neste momento, a ser reconstruídas, paulatinamente, com grande paciência, e que ficarão expostas no futuro Museu da Arqueologia. É um processo muito demorado e que não pode ser acelerado», explicou.
Quanto ao núcleo hoje inaugurado, reforça ser «uma importante mostra da História da Madeira, de qual a nossa matriz», reforçando a qual a importância daquela escavação, sobretudo «ao mostrar que a Madeira nunca esteve isolada». «Sempre doi uma terra cosmopolita e sempre foi a vanguarda da exposição portuguesa», reforçou.
Miguel Albuquerque anunciou ainda que as entradas no novo núcleo museológico serão pagas (cinco euros), lembrando que esta será prática em todos os espaços visitáveis, à semelhança do que já acontece em toda a Europa.