Miguel Albuquerque, questionado pelos jornalistas, disse tratar-se de um investimento muito importante, lembrando que o objetivo daqueles investimentos (que estão a decorrer noutras escolas da Região) visam ajudar na gestão das escolas por parte dos «excelentes conselhos diretivos que a Madeira tem», nomeadamente no poupar em relação aos custos, mas também proporcionando maior conforto nas escolas.
O líder madeirense lembrou que o presidente do conselho diretivo da escola – António Mendonça acompanhou-o na visita, que contou ainda com as presenças dos secretários dos Equipamentos e da educação e do presidente de Câmara de Lobos – informou-o, logo no início da visita, que gasta, em média, cerca de 25 mil euros, por ano, em energia elétrica.
Com a instalação na escola de 80 painéis solares e com as obras que vieram melhorar a estrutura térmica (desde as janelas ao capoto que foi ali instalado), foi possível harmonizar a temperatura na escola. De tal modo que será possível poupar metade daquela verba por ano, ou seja, passar as despesas com energia para 12.500 euros.
«É a escola que vai poupar, é o Conselho Executivo que vai poupar, mas também são os contribuintes que poupam. No fundo, o dinheiro vem sempre do mesmo saco», lembrou.
Assim, defende que é preciso se perceber que «estas intervenções de requalificação energética das escolas têm a ver por um lado com a poupança, por outro lado com a diminuição da poluição, mas também com o conforto que os alunos e os professores sentem, com o conforto de toda a comunidade escolar».
Quanto ao pedido de António Mendonça – que enalteceu as sobras feitas nos últimos anos pelos governos de Miguel Albuquerque e recordando que a escola tem 47 anos e que durante 40 anos não se fizeram ali obras – para um investimento em novo mobiliário, mais adequado às novas metodologias, o governante diz que, tal e qual o gestor escolar disse, «falta sempre qualquer coisa».
«Há imobiliário, pode ser fora de moda, mas tem. O presidente da Câmara também está empenhado em ajudar e como é a estreia dele vai dar aqui uma ajuda em algum imobiliário», disse.
No entanto, sublinhou que «os investimentos têm de ser feitos com sustentabilidade». «Eu não gosto muito da palavra…. É preciso fazer-se as coisas com “pés e cabeça” para não entrarmos em depois em roturas financeiras.», concluiu.
A Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Estreito de Câmara de Lobos é frequentada por 540 alunos, 107 professores e 54 funcionários.
A obra, um investimento na ordem dos 1,5 milhões de euros, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), integra o plano de requalificação e beneficiação do parque escolar público promovido pelo Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas.
A empreitada contemplou a aplicação de isolamento térmico nas paredes exteriores, a substituição da caixilharia por alumínio com corte térmico e vidro duplo, a modernização da iluminação com tecnologia LED, a instalação de sistema fotovoltaico para autoconsumo e as intervenções nas coberturas do edifício.