O presidente do Governo Regional falava durante a cerimónia que assinalou os cinco milhões de passageiros que já passaram pelo Aeroporto da Madeira, este ano, um recorde que o líder madeirense enfatizou e que congratulou, salientando serem números que evidenciam «o crescimento exponencial do movimento no nosso aeroporto».
O líder madeirense reconheceu não ser fácil a um Aeroporto planear num contexto como o nosso, onde houve uma duplicação em 10 anos no número de passageiros e as operações e o número de companhias cresceram de forma exponencial, bem como os destinos.
Resultados que, assinalou, acabam por estar quase em consonância com o crescimento do PIB da Madeira, que cresceu, nos últimos 10 anos, 83/ 84 por cento. «Ainda não me chegaram os números de 2025, mas penso que será um PIB superior a oito mil milhões de euros», perspetivou, a propósito.
Aos presentes, Miguel Albuquerque disse ser preciso garantir a continuidade deste crescimento, pelo que não se pode estar a olhar para trás a pensar no que já se fez. Surgem agora, assumiu, novos desafios, que passam em muito por se continuar a crescer de forma sustentada e por se estas novas estruturas técnicas nos nossos aeroportos, «de modo a garantir maior fiabilidade nas operações aéreas».
«Temos de continuar a trabalhar nos novos destinos, em consonância com a ANA e o Turismo de Portugal, de modo a conseguir ainda melhores números no que respeito à afluência e à atratividade do nosso aeroporto», exortou.
Neste sentido, assumiu que «um dos desafios mais estimulantes é, sem sombra de dúvida, o mercado norte-americano, que é um mercado que nos interessa sobremaneira».
«Esta operação que iniciamos este ano com a American Airlines foi um sucesso. Estive este ano nos Estados Unidos e os responsáveis pela companhia estão muito satisfeitos. Vamos retomar essa operação a partir de Nova Iorque, com 86 destinos de ligação a partir de Nova Iorque», anunciou.
Na sequência daquele sucesso, Miguel Albuquerque lançou um novo desafio aos responsáveis da ANA/VINCI; para se tente o destino Miami. «Vamos começar a trabalhar Miami. Que pode ser uma plataforma também para América Latina, onde temos uma grande comunidade».
Por outro lado, diz que é preciso igualmente continuar a apostar no mercado canadiano. «Não acho que seja despiciente tentarmos uma operação direta, sobretudo no Inverno, a partir de Toronto», aventou.
Todos aqueles são desafios que, garantiu, o seu Governo vai acompanhar. «Queremos continuar a crescer economicamente. Nós queremos que a Madeira seja cada vez mais cosmopolita, mais atrativa e com melhor mobilidade para os seus cidadãos e para quem nos visita. E é isso no fundo que nós estamos aqui a trabalhar», sintetizou.
E complementou a ideia: «Nós temos desafios de crescimento. Nós estamos expostos a colaborar convosco, em concertação, no sentido de enfrentarmos esses novos desafios e melhorarmos a nossa oferta».
Mas, para além da aposta no mercado norte-americano, Miguel Albuquerque tinha outra exigência a fazer aos responsáveis da ANA: «Não tenho nenhuma dúvida de que, neste momento, o que temos a fazer é encontrar uma solução para o Porto Santo».
«Eu sei, porque acompanhei o processo, que a ANA fez os seus esforços no sentido de fazer já a ampliação do aeroporto e a reformulação atual do aeroporto. Só que temos um problema, que é a dificuldade em encontrar empresas para fazer a obra», admitiu, a propósito.
A concluir, salientou ser fundamental que «os madeirenses e os porto-santenses tenham a noção de que duplicamos em 10 anos o número de passageiros». «É extraordinário e
representa também o esforço e sobretudo o sucesso que foi esta concertação que o governo nacional, a ANA, o Governo Regional e o Turismo de Portugal», disse.
À margem das intervenções, e respondendo aos jornalistas, acerca do anúncio, feito hoje por Miguel Pinto da Luz, que a plataforma do subsídio de mobilidade vai iniciar-se a sete de janeiro, fazendo com que a partir dessa altura os reembolsos demorem um a dois dias, Miguel Albuquerque disse que «a memória não pode ser curta», lembrando que este Governo da República, «em poucos meses, baixou de 87 para 79 a tarifa normal e a do estudante de 65 para 59 euros».
«Foi em poucos meses que resolvemos isso, quando andamos a reclamar isso durante anos e anos. Mas, foi este governo da República que resolveu. É preciso ser-se justo. Eu vejo que há muita gente agora a reclamar, mas quando os governos nacionais foram da cor deles nunca reclamaram nada. Nem sequer baixaram as tarifas, como este governo fez», rematou.
Cinco milhões de passageiros num único ano, 13% de taxa de crescimento – a maior entre todos os aeroportos nacionais – e o dobro do movimento registado há dez anos. São estes os números que marcaram hoje a celebração no Aeroporto Internacional da Madeira – Cristiano Ronaldo, onde a ANA/VINCI Airports assinalou um marco histórico para a Região.
Só neste Verão, a infraestrutura ganhou 12 rotas novas, contribuindo para o aumento contínuo da procura.