A Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil apresentou no dia 25 de novembro de 2025, no auditório do Museu de Eletricidade da Madeira, a Estratégia Regional para a Prevenção e Redução dos Comportamentos Aditivos 2026–30 (ERPRCAD 2026-30), um documento estratégico que orienta a intervenção regional nesta área ao longo dos próximos quatro anos. A Estratégia resulta do trabalho conjunto das quinze entidades públicas que integram a Task Force Regional de Luta contra as Novas Substâncias Psicoativas (NSP) e reúne contributos técnicos, operacionais e institucionais para a prevenção, intervenção precoce, redução de riscos e minimização de danos, dissuasão, tratamento, reinserção e reforçando a articulação interinstitucional. A sessão contou com a presença da secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Freitas, da diretora regional da Saúde, Bruna Gouveia, e do diretor da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (UCAD), Nelson Carvalho, bem como de representantes do SESARAM EPERAM, da Comissão de Dissuasão da Toxicodependência, do Ministério Público, da Comarca da Madeira, da Polícia Judiciária, da PSP, da GNR, da ARAE, da Associação de Municípios da RAM, das Casas de Saúde Mental e do Gabinete Coordenador de Segurança. “É uma estratégia de todos nós” No arranque da sessão, a secretária regional de Saúde e Proteção Civil destacou que esta Estratégia Regional representa a “continuidade de um trabalho que tem vindo a ser feito pelo Governo Regional” e está alinhada com recomendações europeias, nacionais e com o Plano Regional da Saúde 2021–2030. Sublinhou o caráter colaborativo do documento ao afirmar que “É uma estratégia de todos nós”, reforçando que o plano será concretizado através de dois momentos de ação entre 2026 e 2030. O documento hoje apresentado integra medidas que abrangem comportamentos aditivos com substâncias — incluindo drogas clássicas e novas substâncias psicoativas — e comportamentos aditivos sem substância. A governante realçou que esta abordagem mais ampla exige a mobilização progressiva de parceiros das áreas social, educativa e comunitária. Populações vulneráveis no centro das prioridades A diretora regional da Saúde, Bruna Gouveia, reforçou a necessidade de adequar a intervenção às especificidades da Região Autónoma da Madeira, sublinhando que “em algumas regiões, a sensibilidade para este fenómeno não é tão notória, tendo em conta serem meios pequenos”. Referiu que esta realidade pode potenciar vulnerabilidades e dificultar pedidos de ajuda, enfatizando que “É uma população vulnerável que precisa de uma atenção muito específica”. A ERPRCAD 2026-30 procura, assim, reforçar a presença no terreno, melhorar a literacia em comportamentos aditivos, aumentar a capacidade de atuação das equipas locais e garantir que as respostas chegam a comunidades onde o silêncio, o estigma ou a distância geográfica podem dificultar o acesso aos serviços. Monitorização contínua e articulação entre entidades Na apresentação técnica, o diretor da UCAD, Nelson Carvalho, destacou a necessidade de consolidar sistemas de informação rigorosos e atualizados, afirmando que “Prevê-se que, semestralmente, as entidades envolvidas [atualmente 15] enviem os dados”. Explicou que este modelo de reporte regular permitirá melhorar a análise de tendências, reforçar a articulação interinstitucional e apoiar decisões estratégicas mais eficazes. O responsável sublinhou ainda que “é importante que todos colaborem para que o sistema funcione mais e melhor”, reconhecendo que o sucesso da ERPRCAD 2026-30 depende da participação ativa de todas as entidades parceiras. O documento prevê ainda o desenvolvimento de um portal digital interinstitucional que reunirá informação atualizada sobre substâncias apreendidas, situações clínicas identificadas e outros indicadores essenciais para a vigilância regional. Seis eixos estratégicos A Estratégia Regional 2026–30 organiza a intervenção em seis áreas prioritárias: • Conhecimento e vigilância • Prevenção e intervenção precoce • Dissuasão da toxicodependência • Redução de riscos e minimização de danos • Tratamento e reinserção • Articulação intersectorial e governança Entre as medidas apresentadas destaca-se a criação de novos mecanismos de cooperação para referenciação, acompanhamento e partilha de informação, garantindo respostas mais céleres, coordenadas e ajustadas à realidade regional. Assista à sessão completa A apresentação integral, incluindo todas as intervenções e a exposição detalhada da ERPRCAD, pode ser consultada no presente link