A Secretária Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, presidiu esta quinta-feira, 11 de dezembro, à sessão de encerramento do III Fórum de Voluntariado Juvenil, no Museu Casa da Luz, no Funchal, que reuniu jovens voluntários, entidades enquadradoras e representantes institucionais.
Na intervenção, Paula Margarido sublinhou que o voluntariado juvenil na Região “é hoje uma verdadeira cultura de cidadania, que cresce ano após ano”, destacando o aumento da participação e do impacto social em 2025. Este ano, 249 jovens integraram 54 projetos, com um orçamento de 52.620 euros, em áreas como apoio social, desporto, património cultural, causas ambientais, recreação e proteção animal.
“Estes números não são meros dados administrativos, são a prova concreta de centenas de horas de dedicação, criatividade e serviço à comunidade”, afirmou, realçando a diversidade territorial do programa e o forte envolvimento de entidades sem fins lucrativos, associações juvenis, entidades públicas e grupos informais de jovens.
Entre os projetos em execução, destacou o Programa Academia Jovem Voluntário, que promove a mobilidade entre jovens da Madeira e dos Açores. Em 2025, participaram 24 jovens, 12 de cada região, numa experiência de voluntariado inter-regional que, segundo a Secretária, “reforça a coesão social e uma visão mais aberta e europeia da cidadania”.
Face ao aumento de candidaturas, o Governo Regional está a rever a Portaria do Programa de Voluntariado Juvenil, com quatro objetivos claros: alargar o acesso aos jovens dos 14 aos 30 anos, aumentar a duração das missões, ampliar o número de entidades parceiras e criar uma Bolsa de Voluntários para responder mais rapidamente a situações emergentes.
Numa mensagem dirigida diretamente aos jovens, Paula Margarido elogiou o “altruísmo, a energia e o espírito de participação” dos voluntários madeirenses, lembrando que “o voluntariado continua a ser um ato profundamente ético e social, num tempo em que tantas coisas parecem medidas em trocas materiais e recompensas imediatas”. E acrescentou: “Tocar a vida dos outros é absolutamente fundamental.”
A Secretária Regional deixou ainda uma palavra de reconhecimento e agradecimento ao Diretor Regional de Juventude, André Alves, e a toda a sua equipa, pelo trabalho desenvolvido na dinamização do Programa de Voluntariado Juvenil e na organização deste Fórum, sublinhando “o profissionalismo, a proximidade e a capacidade de mobilização” da Direção Regional de Juventude.
Estendeu também o agradecimento às mais de cinquenta entidades que, ano após ano, acolhem jovens voluntários, “assegurando orientação, formação e acompanhamento, sem os quais estes projetos não seriam possíveis”.
O Governo Regional, garantiu, continuará a apostar no voluntariado juvenil como “instrumento de formação cívica, inclusão, empregabilidade e participação democrática”, antecipando que 2026 será um ano de “consolidação e inovação” nas políticas públicas de juventude.
O III Fórum de Voluntariado Juvenil terminou com uma mensagem de incentivo, lembrando que “o voluntariado transforma comunidades, mas transforma ainda mais quem se voluntaria”, e com a referência ao papel reconhecido pelas Nações Unidas:
“O voluntariado contribui para a construção de sociedades mais inclusivas e resilientes.”