O Orçamento da Secretaria de Economia e dos institutos, agências e serviços sob a sua tutela, irá atingir no próximo ano os 128 milhões de euros. “Corta nas despesas de funcionamento para reforçar o apoio à inovação, competitividade e sustentabilidade das empresas, para atrair mais capitais e empresas à Região e para assegurar o investimento em setores vitais, como os portos, numa verba que ronda os 70 milhões de euros, entre fundos regionais e fundos europeus, ou seja, mais de metade do Orçamento vai para o investimento, para a criação de emprego e de riqueza”, garantiu José Manuel Rodrigues durante o debate sobre o Orçamento e Plano de Investimentos para 2026. Na Assembleia Legislativa da Madeira o governante começou por enfatizar que “a Região cresceu economicamente, nos últimos 4 anos e meio, acima das taxas nacional e europeia, atingindo o segundo maior Produto Interno Bruto das regiões portuguesas, superior à média nacional. Nunca tivemos tanta gente a trabalhar nas nossas ilhas, passámos de terra de emigração para terra de oportunidades”, disse o Secretário Regional da Economia, salientando que “o crescimento económico é uma obra de empresários e de trabalhadores, mas também de corretas políticas públicas, nomeadamente fiscais e económicas”. “O IDE- Instituto de Desenvolvimento Empresarial vai dispor de 58 milhões de euros, no próximo ano, para suportar os sistemas de incentivos e instrumentos financeiros destinados às empresas dos setores secundário e terciário da Região. Entretanto, o Governo Regional conseguiu negociar, nos últimos dias, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência, uma nova dotação de 51 milhões de euros para as empresas regionais das linhas Reindustrializar e da Inteligência Artificial-PME, geridas pelo Banco Português de Fomento, cujos avisos serão abertos em breve”. A Invest Madeira verá reforçado o 0rçamento do próximo ano, “tendo em conta as novas oportunidades de aumentar, ainda mais, o investimento estrangeiro na Região, que este ano deve ultrapassar os mil milhões de euros”. Através da nova Direção Regional de Competitividade, Inovação e Sustentabilidade, “queremos dar um novo impulso à transição digital e ecológica do nosso tecido empresarial, em particular das micro e pequenas empresas, promovendo novos processos e melhorando produtos e serviços, reforçar as competências do seu capital humano, fomentar a responsabilidade social e o humanismo das empresas e lançar um projeto dirigido aos jovens sobre as novas perspetivas do mercado de trabalho, sobre as novas tendências profissionais, reforçando, assim, a ligação entre os jovens, a inovação e o empreendedorismo, retendo inteligência e talento”, assegurou José Manuel Rodrigues. Já a Startup Madeira “manterá o seu trabalho de desenvolver programas de ideação e de aceleração, apoiando a transformação de ideias em negócios inovadores e sustentáveis, promovendo sinergias entre empresas, universidade e parceiros estratégicos, contribuindo para uma economia mais criativa, mais diversificada, com a criação de novas oportunidades para jovens qualificados e empregos bem remunerados”. Garantido está que as start-ups da Região continuarão a beneficiar de uma taxa especial de IRC de 8,75%, a mesma que será aplicada às empresas da costa Norte e do Porto Santo.” Nos planos da Madeira Parques Empresariais está “apoio à criação de novos projetos e à coesão territorial da Região, criando as condições físicas e de majoração de apoios para descentralizar o investimento privado e dinamizá-lo, em todas os concelhos das nossas ilhas, como irá acontecer no próximo ano com a requalificação dos atuais parques e a criação de outros, tudo isto com verbas próprias e sem depender do Orçamento Regional”, assegurou o governante aos deputados madeirenses. No sentido de regular e apoiar o bom funcionamento do mercado, compatibilizando os interesses das empresas com os direitos dos consumidores, a Direção Regional de Comércio, Indústria e Qualidade “vai reforçar os instrumentos ao seu dispor, nomeadamente dotando o Laboratório de Metrologia da Madeira de novos equipamentos, de calibração e fiscalização, e iniciará um programa de dinamização do pequeno comércio, em conjunto com as Câmaras Municipais e as Associações Empresariais”. Em 2026 a ARAE – Autoridade Regional das Atividades Económicas irá potenciar a “ação inspetiva, a colaboração com a ASAE e com organismos congéneres internacionais, no sentido de garantir o regular funcionamento do mercado regional, com rigor e qualidade, sempre na defesa da saúde pública e dos interesses dos cidadãos”, concluiu o Secretário Regional da Economia.