Miguel Albuquerque diz que tem acompanhado permanentemente a situação na Venezuela desde o início dos acontecimentos, sobretudo a comunidade madeirense naquele país, a nossa maior comunidade no exterior. E com contactos regulares com «os nossos cinco conselheiros, com o cônsul, com o senhor embaixador e com todas as instâncias representantes da nossa comunidade». Para além do Presidente da República e do ministro dos Negócios Estrangeiros.
O presidente do Governo Regional, que falava aos jornalistas nas instalações da Direção Regional das Comunidades, sublinhou não haver qualquer perda de vida humana a registar na comunidade. «Não há qualquer atentado à integridade física dos membros da nossa comunidade ou sequer qualquer dano relevante no património da nossa comunidade», ufanou-se.
Mas, há, admitiu, «alguma apreensão, sobretudo de expetativa quanto ao que se pode passar». «Contactámos com Barquisimeto, Valência, Maracaibo, La Guera, Caracas e Margarida. E alguns dos estabelecimentos estiveram hoje abertos, salvo aqueles que tiveram problemas de abastecimento e relacionados com o transporte público», resumiu.
O líder madeirense admitiu que há algum receio por parte dos emigrantes com o que se vai passar «relativamente à existência dos chamados Coletivos e dos saques que eventualmente possam acontecer devido a cortes na cadeia de abastecimento».
Neste momento, reforçou, face à insistência dos jornalistas, «a situação é de alguma estabilidade, de alguma apreensão». «Estamos a acompanhar permanentemente a situação. A população está algo apreensiva, mas calma. Aguarda com expetativa o que vai acontecer. E esperamos uma transição controlada».
O que as pessoas querem, disse ainda, «é uma Venezuela que volte a ter crescimento económico, prosperidade e emprego». «Um País com democracia plena», acrescentou.
Segundo Miguel Albuquerque, ««é preciso que essa transição assegure uma democracia plena». A Venezuela é «um país de grande riqueza e não se compreende a situação atual, com grande parte da população na miséria e sem aproveitamento dos seus recursos».
Lembrou também que, devido à comunidade na Venezuela, tem-se abstido de comentários sobre a situação política na Venezuela, numa postura responsável que tem também sido a de Portugal.
A concluir, recordou que são cerca de 11 mil venezuelanos na Madeira, perfeitamente integrados.