O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) realizou recentemente um conjunto significativo de intervenções na Quinta do Santo da Serra, com o objetivo de reforçar a segurança dos visitantes, melhorar as infraestruturas de apoio ao público e valorizar este espaço verde emblemático da Região Autónoma da Madeira.
As obras incidiram, em particular, na zona do miradouro, um dos pontos mais visitados da Quinta, onde foi efetuada a renovação integral do varandim em urze, bem como a reparação da estrutura envolvente, assegurando melhores condições de segurança e uma fruição mais confortável do local, que oferece vistas privilegiadas sobre o concelho de Machico, a Ponta de São Lourenço e, em dias de boa visibilidade, a ilha do Porto Santo.
No âmbito da melhoria das infraestruturas de apoio aos utilizadores, o IFCN procedeu igualmente à renovação do mobiliário de jardim, com a instalação de sete novos conjuntos de mesas e cadeiras. Paralelamente, foram requalificados os espaços ajardinados junto à casa principal da Quinta, contribuindo para uma melhor organização e valorização paisagística da área.
Foram ainda adquiridos novos equipamentos de apoio à gestão e manutenção do espaço, a capacidade operacional dos serviços e permitindo uma manutenção mais regular, eficiente e sustentável da Quinta. As restantes intervenções foram executadas com recurso a meios próprios do Instituto.
O secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, sublinha que estas ações refletem o compromisso do Governo Regional com a preservação e valorização dos espaços públicos verdes. “A Quinta do Santo da Serra é um espaço de referência para os madeirenses e para quem nos visita. Investir na sua segurança, conservação e qualidade é investir no bem-estar das populações, na educação ambiental e na atratividade turística da Região”, afirmou.
Segundo o governante, estas intervenções inserem-se numa estratégia mais ampla de gestão dos espaços naturais sob tutela do IFCN. “Estamos a falar de um parque muito utilizado por famílias, escolas e turistas, pelo que é fundamental garantir condições adequadas de segurança, conforto e usufruto, sem nunca perder de vista a preservação ambiental e o respeito pelo património natural e histórico”, acrescentou Eduardo Jesus.
Situada na freguesia de Santo António da Serra, a Quinta do Santo da Serra é um parque público marcado por uma vasta mancha verdejante, sendo considerada um espaço lúdico de excelência na costa este da Madeira. Muito apreciada pelas famílias da ilha, pela população escolar e pelos visitantes, a Quinta destaca-se pela diversidade de equipamentos e atrações disponíveis.
Construída no final do século XIX pela família Blandy, segundo o gosto colonial inglês, a Quinta viria a ser adquirida, em 1975, pela então Junta Geral do Distrito Autónomo da Madeira, passando a assumir plenamente a sua vocação pública. Atualmente, constitui um espaço de lazer e recreio com várias valências, onde podem ser observados animais como pavões, gamos e cavalos de raça Garrano, existindo ainda um campo de minigolfe, um campo de ténis, um parque de merendas, o Centro Florestal da Macaronésia e diversos percursos pedonais.
A Quinta do Santo da Serra é também reconhecida pela sua riqueza em espécies vegetais exóticas e indígenas, apresentando amplos relvados delimitados por árvores florestais de grande porte, o que a torna particularmente atrativa para atividades educativas, lúdico-desportivas e de contacto com a natureza, sobretudo junto da população escolar infantil.
Atendendo à elevada frequência e utilização deste espaço, o IFCN realça que, para além das intervenções agora concluídas, existe um trabalho de manutenção diário e contínuo assegurado por várias equipas, que inclui o corte de relvados, a limpeza de passeios e áreas verdes, a poda de árvores e arbustos, a limpeza das instalações dos animais e das instalações sanitárias, bem como a alimentação e o acompanhamento regular dos animais existentes no parque
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“Este esforço diário é essencial para garantir que a Quinta do Santo da Serra continue a ser um espaço seguro, acolhedor e bem cuidado, à altura da importância que tem para a Região”, concluiu Eduardo Jesus.