No dia 28 de janeiro, Ivo Henriques e Catarina Quintal, da Divisão de Acompanhamento à Surdez e Cegueira (DASC), marcaram presença no programa Madeira Viva, da RTP Madeira, numa conversa dedicada ao Braille, no âmbito do assinalar dos mais de 200 anos desde a sua invenção, em 1825, e ao papel essencial do Intérprete de Língua Gestual Portuguesa (ILGP).
De salientar que o Dia Mundial do Braille foi celebrado recentemente, a 4 de janeiro, e que esta invenção permanece fundamental para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e educativo de pessoas cegas, com baixa visão ou surdocegas.
Na Região Autónoma da Madeira, a Literacia Braille está integrada formalmente nas Áreas Curriculares Específicas, garantindo que cada aluno dispõe dos meios necessários para aprender e comunicar com igualdade de oportunidades.
Destacam‑se, neste âmbito, as Escolas de Referência no Domínio da Visão — EB1/PE Bartolomeu Perestrelo e Escola Secundária de Francisco Franco — que dispõem de equipas multidisciplinares especializadas, compostas por docentes com formação em cegueira e baixa visão, técnicos superiores especializados e recursos tecnológicos adaptados. Em articulação com a DASC, estas escolas garantem o apoio técnico‑pedagógico indispensável à inclusão, autonomia e sucesso escolar dos alunos com deficiência visual.
Por sua vez, a celebração do Dia Nacional do ILGP, a 22 de janeiro, veio reforçar o reconhecimento do papel essencial destes profissionais na comunicação e inclusão da comunidade surda. A DASC integra uma equipa de intérpretes que garante a mediação linguística nas Escolas de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos e noutros contextos educativos, promovendo o acesso à informação e à plena participação de crianças, jovens e adultos surdos.
O intérprete educacional não se limita a traduzir entre duas línguas e culturas — a ouvinte e a surda —, assumindo antes um papel ativo na criação de pontes comunicativas e pedagógicas. Coopera com a equipa educativa para promover o sucesso escolar e a inclusão plena dos alunos surdos, assegurando a comunicação nas salas de aula, nas reuniões e em todas as atividades da comunidade educativa.
A participação de Ivo Henriques e Catarina Quintal no Madeira Viva evidenciou, assim, o trabalho desenvolvido pela DRE e pela DASC na promoção de uma educação inclusiva, equitativa e acessível, sublinhando o impacto transformador do Braille, da Língua Gestual Portuguesa e dos profissionais que diariamente asseguram condições de comunicação para todos.
Assista ao programa (min.20:47) AQUI!