Miguel Albuquerque garante que o PRR Habitação será cumprido a 100%. Já se entregaram 504 habitações e até ao verão serão entregues as restantes 301, perfazendo as programas 805 casas. Até à data, já houve um investimento de 123 milhões de euros em habitação a custos controlados e a preços reduzidos.
Os números foram hoje anunciados pelo presidente do Governo Regional, durante uma visita a um empreendimento habitacional apoiado pelo PRR, em construção no Funchal, na Quinta Josefina, «um excelente local». São 15 apartamentos (de tipologia T2) que estarão concluídos até ao verão, num investimento de 3 milhões e 400 mil euros. E que são para atribuir «a famílias com necessidades do concelho».
Um esforço que, assevera, vai continuar para além do PRR: «Vamos continuar a construir fogos a preço reduzido e a custos controlados, porque é uma necessidade premente na Madeira».
O líder madeirense sublinha que está a ser construída habitação em todos os concelhos e que essa construção será para continuar: «Vamos continuar a fazê-lo ao abrigo do orçamento regional e também em outras modalidades que queremos lançar, como, por exemplo, as cooperativas».
Aliás, conforme lembrou Miguel Albuquerque, há já empreendimentos habitacionais a ser construídos no âmbito do Orçamento Regional e outros que serão lançados em breve.
Miguel Albuquerque assume que «há uma necessidade, sobretudo de jovens casais, em haver uma habitação a preços mais reduzidos para iniciarem a sua vida».
«E nós temos que fazê-lo, porque o mercado neste momento é muito difícil para um casal que está a iniciar a sua vida. Mesmo que tenham boas profissões, precisam dessa ajuda. E nós estamos aqui, através de diversas modalidades, no sentido de garantir que essas pessoas têm acesso a uma habitação condigna», sublinhou.
Questionado sobre se já estavam escolhidas as famílias que irão viver no complexo habitacional em fase final de Construção, o governante diz que ainda não.
Quanto aos inscritos na IHM, o líder madeirense diz que são cerca de 3.000, mas em diferentes modalidades. «Há candidaturas para os PRIDs (é a recuperação das casas de nós temos feito), outras para ajuda para pagamento da renda ou do empréstimo, entre outras. Há diversas modalidades de apoio», explicou.
O presidente do Governo Regional assume que «há um conjunto de despejos que ocorreram devido à proliferação do AL, o que tem colocado também alguma pressão sobre o Governo».
«O que nós temos de fazer é continuar a construir a habitação. As câmaras municipais também estão a fazê-lo. E acho que é importante nos concentrarmos neste esforço. A grande prioridade, neste momento, para nós, é habitação e os lares», frisou.
Quanto a candidaturas excluídas, sublinha que há sempre casos de candidatos que não cumprem com os requisitos. Mas, lembra que houve correções entretanto introduzidas nos regulamentos, «porque havia pessoas, por uma diferença de rendimento mínima, que ficavam excluídas». «Nós achámos que era melhor retificar e fizemos as retificações. Na prática, nós vamos melhorando, não é?!», relevou.
Aos jornalistas, reitera que continuará a ser feito um esforço na construção de habitação, agora através do financiamento do
Orçamento Regional. O fundamental é que estamos a enfrentar o problema e temos que enfrentar o problema, «porque estamos aqui a falar deste investimento todo, que já de 123 milhões de euros». «É muito dinheiro. Mas temos de continuar a investir», assegura.
No atinente ao PRR, sublinha que a taxa de execução na habitação foi excelente. «Até eu próprio fiquei admirado, até porque não estava à espera que tivéssemos a capacidade de fazer esta execução, porque os prazos eram muito curtos, havia uma subida do preço dos materiais e da construção – houve uma subida abrupta desde a Guerra da Ucrânia como se sabe».
Mas, admite que «houve também algumas deceções, relativamente, por exemplo, à construção de lares, sobretudo aqueles que tinham obras mais complexas, como o do Carmo, o São José e outros que foram retirados, mas vão ser retomados com contrato de programa, porque os prazos eram muito curtos».
Apesar destes contratempos, «a taxa de execução até junho é de 100 por cento, mas para tal houve que reformular alguns projetos». «Estou a me lembrar, agora, do Lar de São José ou o do de São Jorge, que tinha duas modalidades, cuidados continuados e lar. E que vai ser lançado só para lar. Mas acho que a execução do PRR correu muito bem», relevou.
Questionado sobre o que significa uma taxa de execução do PRR a 100 por cento, Miguel Albuquerque diz que «é aplicar o dinheiro todo». «Nós não perdemos dinheiro. Houve a reorientação de algumas verbas para as empresas, para as tecnológicas. Portanto, nós fizemos essa reorientação a tempo para não perdermos o dinheiro», explicou.
E, voltando á Habitação, diz que o Governo Regional acabou até por ir além da meta definida no âmbito do PRR. «Será superior, porque houve um conjunto de obras que nós fizemos… estou-me a lembrar das casas em São Jorge, onde junto ao Farol foram feitas habitações no mesmo projeto, mas extra PRR. Portanto, vamos exceder essas 805 casas», concluiu.