Aos administradores Pedro Bruno e Gonçalo Bernardes, o presidente do Governo Regional salientou o investimento naquela zona da cidade, salientando tratar-se de um hotel com tradição e que pertencia a uma prestigiadíssima família. E por ir «ao encontro daquilo que são os objetivos do Governo e do novo programa, denominado, não por acaso, Upgrade».
Uma oportunidade para salientar o crescimento exponencial do Turismo da Madeira, relevando que tal não aconteceu por acaso, mas sim porque «houve uma mobilização no sentido de garantir um aumento do número de hóspedes, das dormidas, dos proveitos, do RevPar e, obviamente, também de uma contribuição para a qualidade do turismo».
«Eu penso que é importante, talvez, termos uma noção que, em 2015, o número de hóspedes era de 1 milhão e 297e em 2025 nós atingimos 2 milhões e 724 mil hóspedes. Ou seja, em 10 anos houve um aumento de 109%. E no ano de 2024, que foi um ano muito importante, com grande afluência turística, nós conseguimos, mesmo assim, subir 9,4% de 24 para 25», enalteceu.
O presidente do Governo Regional sublinhou ainda outros números: «Ao nível das dormidas, também tivemos um crescimento extraordinário, com 7 milhões e 47mil dormidas em 2015 e 12 milhões 752 mil dormidas em 2025. Também de 24 para 25 conseguimos fazer um crescimento de 8%, quando pensámos nós ter atingido o pico em 24, 25 ainda foi melhor».
Um crescimento que, elencou também, também acontece ao nível dos Proveitos Totais - em 2015 foram de 330 milhões de euros e em 25 de 893 ME; um aumento em 10 anos de 170%. – e do RevPar, que em 2015 era 39,28 euros e em 2025 foi de 97,68 euros, ou seja, um aumento de 148%.
«Os passageiros no aeroporto é outro dado que temos que levar em linha de conta. Em 2015 eram 2 milhões 728 mil. Em 2025 tivemos 5 milões 653 mil passageiros. Houve um aumento de 107% em dez anos», referenciou ainda.
Agora, o objetivo passa por prosseguir «com uma linha de políticas públicas, em consonância com os agentes turísticos e os profissionais do turismo, no sentido de garantir, não um aumento exponencial do número de turistas (até porque não temos mão- de-obra para esse efeito, e não queremos ter disfuncionalidades e mais pressão sobre os nossos ecossistemas), mas sim garantir uma política de melhoria da oferta qualitativa dos serviços e produtos, tendo em vista uma melhoria no preço e na qualidade».
«Nós estamos, neste momento, com um conjunto de iniciativas, algumas delas bastante simples, como, por exemplo, o arranjo os espaços verdes dos jardins públicos e privados, a questão das espanadas: vamos colaborar com as Câmaras no sentido de não permitir esplanadas que não tenham mobiliário exterior com qualidade e acabar com aqueles plásticos e aqueles guarda-sóis com publicidade», anunciou.
A par destas medidas, recordou que a Região está a desenvolver, por exemplo, «na questão dos circuitos turísticos e das novas atratividades, medidas para tentar disciplinar percursos pagos no sentido de termos receitas para a manutenção».
E ainda está a desenvolver «um conjunto de informações online no sentido de evitar a pressão sobre os ecossistemas e a pressão sobre
o número da oferta e sobre a qualidade da oferta que nós estamos a prestar».
Portanto, reforça, vão haver «restrições e controle, por exemplo, nos passeios e nas levadas». «Temos que ter esse controlo, no sentido de garantir uma melhor oferta turística e sobretudo que os nossos ecossistemas, a nossa grande riqueza, sejam preservados e salvaguardados, arranjados, com informação, com segurança, com espaços de lazer, com tudo aquilo que é necessário para oferecer aos turistas uma boa qualidade», acrescentou.
Segundo Miguel Albuquerque, quem fica a ganhar com todas estas medidas é a nossa economia. «E quem fica a ganhar com estes desenvolvimentos vai ser a nossa infraestrutura natural e edificada e, também, obviamente, os agentes investidores no turismo», enalteceu ainda.
Neste sentido, salienta que «todo este investimento está em conformidade com aquilo que se pretende, que é a reabilitação e a melhoria das unidades hoteleiras, melhoria da oferta, da decoração, do serviço».
O líder madeirense lembroiu ainda que amanhã haverá a abertura de mais um novo hotel daquele grupo, assumindo estar a aguardar o próximo.
«Fico também a aguardar que continuem sempre a olhar para Madeira como uma região que, neste momento, está na vanguarda do desenvolvimento nacional. Nós convergimos com a União Europeia há 30 anos. Neste momento, somos a segunda região em termos de PIB. Estamos 109% acima do PIB nacional», relevou.
Dados que lhe permitiram afirmar que «se mantivermos este crescimento económico, como queremos manter, vamos voar ainda mais longe, mas voar sem as asas se derreterem como Ícaro». «Estas asas são sólidas e vão no caminho certo», concluiu.