O setor do rum e das bebidas espirituosas na Região continua a afirmar-se como uma área estratégica para a diversificação económica regional e valorização da produção local.
O secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, destacou a dinâmica deste setor durante uma visita à empresa Vinha Alta, nos Canhas, responsável pela marca Balancal, que atualmente produz várias variedades de aguardente, rum e gin, e que, a curto prazo, será responsável pela produção e comercialização do primeiro whiskey madeirense.
“Além de uma valorização crescente, verificamos que os nossos produtos se distinguem cada vez mais pela qualidade. É uma constatação partilhada por profissionais do setor, especialistas e júris internacionais que atestam, sem reservas, a excelência das referências produzidas na Região”, disse o secretário, adiantando que a inovação por parte dos operadores económicos tem sido determinante para o aparecimento de novas referências.
Para Nuno Maciel, o sucesso dos produtos regionais está intimamente ligado com o apoio que vem sendo dado ao agricultor, como é o caso da cana-de-açúcar.
“A qualidade do nosso rum é um exemplo de como as políticas traçadas para este sector têm tido resultado, nomeadamente no que diz respeito ao preço pago ao agricultor e que tem permitido manter a produção. É esse o caminho que queremos continuar”, disse o responsável.
Prova desta qualidade são os vários galardões obtidos em concursos internacionais.
No caso da empresa Balancal, duas das aguardentes de banana produzidas foram recentemente galardoadas com Double Gold na Warsaw Spirits Competition, na Polónia, na categoria de Aguardente de Frutos, destacando-se pela sua qualidade e excelência no panorama internacional das bebidas espirituosas.
Este é um dos ex-líbris da empresa que integra igualmente uma forte vertente sustentável.
Segundo explicou o empresário Paulo Mendes, a empresa adquire à GESBA banana que, apesar de não apresentar a aparência exigida para as prateleiras dos supermercados, mantém elevada qualidade.
Desta forma, a empresa evita o desperdício alimentar, valoriza a produção regional e cria um ciclo de reaproveitamento que acrescenta valor à economia local.
Recorde-se que, em 2025, o sector do rum e das bebidas espirituosas na Região atingiu os 8,6 milhões de euros, correspondendo aproximadamente a 992 mil litros.
Para a concretização deste projeto, a empresa realizou uma candidatura ao PRODERAM na Medida 4.2.2 – Investimento em empresas de transformação e comercialização de produtos agrícolas, que resultou no apoio de 183 mil euros.