O desenvolvimento económico e a crescente dinâmica registada nos últimos anos na zona oeste da Madeira têm contribuído para um aumento significativo da mobilidade e da circulação rodoviária nos concelhos da Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta, colocando novos desafios à rede viária local.
Neste contexto, e com o objetivo de avaliar uma solução destinada a melhorar a fluidez do trânsito e reduzir o congestionamento recorrente no interior do Túnel da Ribeira Brava — que estabelece a ligação entre a Rotunda da Ribeira Brava (sul) e a freguesia da Tabua —, a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, através da Direção Regional de Estradas, irá implementar, em regime experimental, uma solução de gestão de tráfego, que será testada no próximo dia 27 de março, no concelho da Ribeira Brava.
A solução consiste na regulação do trânsito rodoviário através da colocação de um semáforo na via esquerda do sentido descendente (Serra de Água – Ribeira Brava), junto à rotunda da Ribeira Brava (sul), que será acionado apenas nos períodos de maior congestionamento no túnel que liga a Tabua à Ribeira Brava.
O teste permitirá avaliar, em contexto real de circulação, o impacto desta medida na organização do tráfego e na gestão dos fluxos automóveis numa das zonas com maior intensidade de circulação da rede viária regional.
Esta iniciativa integra um estudo, iniciado no último trimestre de 2025, que resulta de um levantamento detalhado da circulação rodoviária na área e que incluiu contagens de tráfego e análise dos movimentos de veículos nos períodos de maior afluência. O principal objetivo do estudo é analisar o comportamento do tráfego local, identificar os pontos de maior constrangimento e avaliar soluções que possam mitigar a formação de filas de espera ao longo do túnel.
Entre as soluções prováveis destacam-se ainda alterações na sinalização da rotunda, destinadas a reduzir filas e facilitar o escoamento do trânsito. Segundo dados de 2025, no sublanço da Via Expresso, entre a Rotunda Norte e a Rotunda Sul da Ribeira Brava, circulam cerca de 26 mil veículos por dia, evidenciando a relevância e a urgência de medidas que melhorem a gestão do tráfego naquela zona.
Para Pedro Rodrigues, Secretário Regional de Equipamentos e Infraestruturas, a realização de testes práticos no terreno é essencial para assegurar que as soluções adotadas respondam de forma eficaz às necessidades das populações e às dinâmicas de mobilidade na zona oeste da Madeira.
“Estamos empenhados em encontrar soluções concretas que permitam melhorar a circulação rodoviária e reduzir os constrangimentos sentidos diariamente por quem utiliza esta via. Este teste constitui um passo importante para avaliar, em contexto real, uma medida que poderá contribuir para tornar o trânsito mais fluido e seguro, reforçando a qualidade da mobilidade na Ribeira Brava e nos concelhos vizinhos da Ponta do Sol e Calheta”, afirmou.
A solução já foi apresentada aos Presidentes das Câmaras Municipais da Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta, numa reunião realizada na Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas. Durante o encontro, os autarcas manifestaram concordância com a realização do teste e com a solução proposta, sublinhando a importância de avançar com medidas que permitam melhorar a fluidez do tráfego numa zona que concentra diariamente um elevado volume de circulação, em benefício das três autarquias.
Durante a reunião foram também analisadas várias soluções de curto e médio prazo, incluindo intervenções em arruamentos estratégicos e reforço da sinalização em pontos críticos. As propostas têm em conta a evolução do turismo, as deslocações pendulares entre concelhos e o aumento do tráfego nas principais vias e na Via Expresso.
O encontro permitiu ainda reforçar a importância de um planeamento integrado da rede viária da zona mais a oeste da Madeira, assegurando que as soluções propostas beneficiem de forma equilibrada todos os concelhos envolvidos e contribuam para melhorar a acessibilidade a serviços e atividades económicas.
Os dados recolhidos durante o teste serão posteriormente analisados no âmbito do estudo em curso e poderão servir de base à definição de medidas complementares destinadas a melhorar a circulação rodoviária e reforçar as condições de mobilidade na Região.