Na presença de produtores e operadores económicos, o Secretário Regional de Agricultura e Pescas recordou o ajuste feito no preço mínimo pago pela cana-de-açúcar, que passou para os 620 euros por tonelada, mais 20 euros que no ano passado, assim como o reforço, em 25%, dos apoios à produção do mel de cana.
No caso da cana-de-açúcar, dos 620 euros/tonelada, 370 euros representam o auxílio público (250 euros através do POSEI e 120 euros do Orçamento da Região), sendo os restantes 250 euros pagos pelos operadores económicos.
A “variante canica” tem como preço mínimo de referência os €650/tonelada e a cana produzida em modo biológico os €670/tonelada.
“No espaço de três anos houve um esforço público e privado para que quase se duplicasse o valor pago ao produtor”, reforçou Nuno Maciel.
“Podemos e devemos querer sempre mais. É legítimo. Mas também é justo reconhecer que o preço pago pela cana-de-açúcar, na Madeira, é um dos que mais rendimento assegura ao agricultor, quando comparado com outras latitudes do planeta”, garantiu o Secretário Regional de Agricultura e Pescas.
Ainda assim, para Nuno Maciel, o foco terá de ser na qualidade da matéria-prima e na renovação das culturas, por forma a garantir mais produção na mesma área de cultivo. “Só assim será possível aumentar o rendimento do agricultor, maximizando a rentabilidade das suas parcelas, sem acrescentar muito mais esforço do lado da mão de obra”, referiu o governante.
Na indústria de transformação da cana-de-açúcar, Nuno Maciel lembrou que dos atuais 120 euros, por 100kg de mel-de-cana produzido expresso em açúcar branco, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas decidiu atribuir já este ano, via POSEI, 150 euros (+30 euros), estimando-se que esse apoio possa render aos engenhos cerca de 87 mil euros.
Quanto ao rum, refira-se que no ano passado rendeu 5,7 milhões de euros, pelos cerca de 552 mil litros que foram comercializados.
Nesta altura, a cana-de-açúcar já está a ser entregue aos engenhos, tendo como referência as 8.410 toneladas do ano passado.
Para 2027, a safra deverá acontecer em abril, por decisão unânime dos operadores económicos, de forma a obter um produto com melhor amadurecimento, permitindo assim maior rendimento ao produtor.
Atualmente existem 659 produtores de cana-de-açúcar que trabalham 141 hectares desta produção.