«O que fizemos no Ensino na Região Autónoma foi uma adaptação do Ensino de Singapura, em consonância e em articulação com os corpos docentes das escolas. E, nesse âmbito, tomamos medidas importantes como, por exemplo, as turmas de recuperação, no sentido de diminuir as taxas de retenção, os manuais digitais, as salas do futuro e todas as variáveis que estão associadas a estas novas tecnologias.»
O Presidente do Governo Regional enquadrou esta manhã as medidas adotadas no setor nos últimos anos pelos seus Executivos, indicando que os resultados são já mensuráveis, se se observar os testes PISA 2022, onde os alunos da Região superaram em muito a média nacional, equiparando-se, inclusive, nas ciências e matemática, aos países do norte da Europa.
Por ocasião da 4ª conferência, do ciclo dos 50 Anos da Autonomia, subordinada ao tema da ‘Educação’, que contou com os ex-ministros da Educação, Marçal Grilo e Nuno Crato, como oradores, Miguel Albuquerque apontou igualmente às vantagens do sistema adotado, num momento em que todos os alunos do 5º ao 12º anos já utilizam os manuais digitais – adequando-se, assim, o Ensino à realidade emergente de um mundo e economia assentes no digital –, acedem a novas aprendizagens, através das salas do futuro, como a robótica e a impressão 4D, e é assegurada a recuperação de aprendizagens aos alunos que apresentam dificuldades em determinadas disciplinas, garantindo, assim, menores taxas de retenção e sucesso escolar.
«A verdade é que os resultados são mensuráveis e são extremamente positivos», reiterou o líder do Executivo.
«E agora introduzimos já dois projetos-piloto de IA, que, depois, serão alargados às 29 escolas», adiantou.
A conferência decorreu no auditório da Universidade da Madeira.