Miguel Albuquerque diz que orientação do Governo Regional para o sector primário na Região aposta numa produção com mais qualidade, melhor preço e maior rentabilidade para os agricultores, mas também pela modernização da agricultura. Uma estratégia que é replicada também nas Pescas.
O presidente do Governo Regional falava na cerimónia oficial de encerramento da 69ª edição da Feira Agropecuária da Madeira, que decorre desde sexta-feira no Porto Moniz, «uma feira com muita gente a visitar e muito bem organizada». «O dia está excelente e temos uma grande afluência de pessoas aqui à feira, o que é o ideal. O interesse é, aliás, esse. Para os expositores é muito importante termos aqui uma grande afluência de público», registou.
Questionado pelos jornalistas, o líder madeirense salientou que a estratégia passa por aumentar a qualidade da produção, de modo «a assegurar mais rendimento aos produtores», mas também por uma forte aposta «na inovação, com recursos às novas tecnologias».
Questionado sobre queixas de falta de terrenos e de mão-de-obra para a Agricultura, Miguel Albuquerque deixou claro: «Nós não vamos, nem podemos, ter, na Madeira, uma agricultura intensiva. Temos de ter uma agricultura de tecnologia de ponta, que é o futuro. Nem nenhum jovem vai submeter-se ao esforço que os seus antepassados suportavam numa agricultura de escravatura, de grande desgaste físico».
Nesse sentido, lembra o excelente trabalho que tem sido desenvolvido, através da Escola Agrícola, na formação dos agricultores.
«Hoje temos, sobretudo nas hortícolas, um conjunto de unidades de produção com base tecnológica, ou seja, a hidroponia, a IA e a computação», recordou.
Por outro lado, no sector pecuário, está-se também «a desenvolver um conjunto de atividades para garantir a autonomia alimentar estratégica da Região».
«Está quase a acontecer nos ovos, vai acontecer também na carne de frango. São investimentos muito importantes», sublinhou.
Depois, lembrou que a Região, ao nível da carne bovina, está já «num processo já avançado para ter uma marca própria, baseada na raça Terra, que vai criar um produto de valor acrescentado, com preço mais elevado para venda no mercado».
Quanto às pescas, sublinhou que os seus resultados também são superiores, atualmente. «Basta lembrar a espada. No ano passado tivemos a primeira venda a rondar os 13 milhões de euros. Não é um valor qualquer…», enfatizou.
Neste sentido, resumiu, «temos é de continuar, primeiro, com mais formação junto das pessoas que as queiram desenvolver, mas também com mais tecnologia, melhor produção, melhor qualidade e melhor preço».