O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, afirmou hoje que o Rali da Madeira é um "ativo da política económica" da região, sublinhando que a prova vai muito além da dimensão desportiva, ao projetar o destino Madeira nos mercados externos e gerar impacto direto na economia local.
Na apresentação oficial da edição deste ano da prova, realizada no Gare Marítima do Funchal, o governante considerou que o rali, ao longo de várias décadas, consolidou-se como uma referência do automobilismo nacional e internacional, graças à qualidade da organização, à exigência das classificativas e à forte mobilização de público, pilotos e equipas.
"O rali vale também pelo que representa para a Madeira enquanto destino turístico", afirmou, defendendo que a projeção mediática do evento contribui para promover a região junto de públicos que, de outra forma, poderiam nunca ter contacto com o arquipélago.
José Manuel Rodrigues destacou ainda o impacto económico da competição, referindo que a prova beneficia setores como a hotelaria, restauração, transportes, comércio e serviços, além de dinamizar a atividade económica em vários concelhos atravessados pelas classificativas.
Como exemplo, apontou o aumento de pedidos de licenciamento comercial durante o período do rali para venda de produtos em diversos municípios, considerando que a competição contribui para a coesão económica e social da região.
O governante garantiu, por isso, a continuidade do apoio do Governo Regional ao evento, reconhecendo a experiência organizativa do Club Sports da Madeira e manifestando convicção de que a edição deste ano reunirá "todos os ingredientes" para voltar a afirmar-se como um sucesso.
Antes, o presidente do Club Sports da Madeira, Paulo Fontes, revelou que a organização decidiu aceitar todas as inscrições recebidas, colocando na estrada 88 equipas, número superior ao inicialmente previsto no regulamento.
Segundo explicou, a decisão aumentará as exigências logísticas e de segurança, mas permitirá garantir uma edição particularmente competitiva, com a presença dos principais pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, dos melhores pilotos madeirenses e de vários nomes internacionais, entre os quais Kris Meeke, Diego Ruiloba e Giandomenico Basso.
Paulo Fontes destacou ainda a mudança do secretariado da prova para o Gare Marítima do Funchal, solução que, disse, melhora as condições operacionais da organização e contribui para reduzir a pressão sobre o centro da cidade.
O dirigente salientou também que a bancada principal da rotunda Sá Carneiro foi colocada integralmente à venda ao público, respondendo a uma reivindicação antiga dos adeptos, e apelou ao cumprimento das regras de segurança por parte dos espectadores, lembrando que o elevado número de participantes dificultará a reabertura das estradas entre classificativas.
Nesta conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, reafirmou o compromisso do município com a organização, através de apoio financeiro, logístico e da mobilização de meios humanos.
O autarca destacou o envolvimento dos serviços municipais de trânsito, salubridade e educação ambiental, que acompanharão a realização da prova para assegurar a rápida reposição da normalidade na cidade e promover ações de sensibilização ambiental junto do público.
Jorge Carvalho considerou igualmente positiva a transferência da estrutura logística para o Gare Marítima e a retirada da exposição das viaturas da Praça do Município, medidas que, defendeu, permitirão libertar a baixa da cidade durante um período de elevada afluência turística.
"A cidade está com o rali. A cidade está preparada para o rali", afirmou, garantindo total disponibilidade da autarquia para colaborar com a organização na realização de um evento de dimensão internacional.
A prova decorrerá nos dias 30 e 31 de julho e 1 de agosto. A estrutura competitiva do Rali da Madeira 2026 será centrada em 15 provas especiais de classificação, num total próximo dos 200 quilómetros cronometrados.