Neste Dia Mundial da Saúde, a evidência científica recorda-nos que a longevidade humana resulta de uma interação complexa entre genética, ambiente, condições de vida, comportamentos, inovação e qualidade das respostas em saúde.
Um estudo recente sugere que a genética poderá explicar cerca de metade da variabilidade observada na longevidade humana, com influência particularmente evidente nas pessoas que ultrapassam os 100 anos. Este dado não diminui a importância da ação pública. Pelo contrário: reforça a necessidade de concentrarmos a nossa ação na margem de transformação que está ao alcance das políticas públicas, das instituições e da sociedade.
É precisamente nessa margem que se joga o futuro: na prevenção ao longo da vida, nos determinantes sociais da saúde, na qualidade dos ambientes onde se nasce, vive e envelhece, na integração de cuidados, nas tecnologias da saúde e na inovação orientada para a funcionalidade, a autonomia e a dignidade.
A ciência mostra-nos que nem tudo depende de nós. Mas mostra-nos também, com igual clareza, que há muito que depende das escolhas que fazemos como comunidade e da forma como organizamos os nossos territórios, os nossos serviços e as nossas respostas.
Promover longevidade é garantir mais longevidade positiva, mais anos vividos com saúde, autonomia, participação e propósito.