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Madeira quer estar totalmente cardioprotegida

Programa regional de desfibrilhação automática externa tem 2114 operadores e 123 aparelhos de DAE, mas serviço regional de Protecção Civil quer aumentar cobertura regional 19-10-2017 Saúde e Proteção Civil
Madeira quer estar totalmente cardioprotegida

O Programa Regional de desfibrilhação automática externa (DAE) lançado em Dezembro de 2010 tem 2114 operadores de DAE’s, entre bombeiros, enfermeiros, seguranças e funcionários de empresas e entidades públicas, professores, treinadores, atletas e agentes da autoridade. Um número que garante ao território regional uma boa  cobertura ao nível da desfibrilhação automática externa. 

O objectivo do Serviço Regional de Protecção Civil é a continuar a formar cada vez mais pessoas para a utilização destes equipamentos que salvam vidas e que são já 123 entre os colocados em entidades privadas, públicas e instalados na ambulâncias.
A grande maioria das paragens cardio respiratórias (PCR) ocorrem em ambiente extra-hospitalar. Apesar de uma grande percentagem destas PCRs  serem testemunhadas, mais de 90% das vítimas morrem antes de chegar ao hospital, evidenciando não só a gravidade da situação, mas também, pondo a descoberto um campo onde é emergente atura, no sentido de contrariar esta estatística fatalista.
A única forma de resgatar estas vítimas de PCR é, de alguma forma, substituir a função mecânica do coração que foi perdida, facilmente conseguido através de compressões torácicas, vulgarmente conhecidas como massagem cardíaca externa. Todavia, a desfibrilhação elétrica (choque elétrico através do coração) poderá fazer a diferença na ressuscitação da vítima, pois é o único meio capaz de restabelecer a atividade elétrica normal do coração.
A rapidez de atuação face a uma PCR é de primordial importância, sendo fundamental restabelecer a circulação precocemente, pois a lesão cerebral ao fim de 15 minutos é, geralmente, irreversível. É vulgar dizer-se: “Tempo é músculo (coração) e músculo é cérebro” ou de outra forma, “Tempo é vida”. Na ausência de manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) a probabilidade de sobreviver a uma PCR diminui 7-12% a cada minuto que passa. Na PCR a reversão do quadro negativo exige uma atuação imediata e concertada. Estudos feitos nos EUA revelam que cerca de 30-35% das mortes de causa cardíaca são potencialmente evitáveis.

Na Região Autónoma da Madeira (RAM), segundo os registos existentes, morrem cerca de 200 pessoas por ano, vítimas de PCR e, na Europa, entre 500 e 700.000. Se apenas 5% das mortes por PCR fossem evitadas com uma atuação rápida e competente, representaria cerca de 10 sobreviventes por ano na RAM e 25.000 sobreviventes por ano na Europa. Quatro em cada 5 dos sobreviventes de uma PCR beneficiaram de gestos simples praticados pela 1ª testemunha. 

Pretende-se a expansão de uma rede de DAE à escala regional e no limite “SBV-DAE para todos”, colocando no mapa a RAM como uma “região totalmente cardioprotegida”.