O presidente do Governo Regional agradeceu à Guarda Florestal, que hoje assinalou o seu 113º aniversário, todo o seu trabalho, dedicação e empenho, que têm sido essenciais para a preservação do nosso patrimônio natural e para assegurar que esse património é legado às futuras gerações, de forma integralmente ajustada.
Miguel Albuquerque, que falava no auditório do Fórum de Machico, onde decorreram as comemorações, fez questão de felicitar «todos os homens e também a mulher que faz parte deste Corpo», elogiando o facto de «a Polícia Florestal ser cada vez mais importante
no contexto daquelas que são as políticas do Governo Regional, no domínio da preservação do nosso patrimônio natural».
Dirigindo-se aos elementos presentes na sala – entre os quais os 20 que receberam hoje Elogios (12) e Louvores (8) – o governante lembrou que os compromissos do Governo Regional relativamente à carreira da Polícia Florestal «estão integralmente cumpridos e serão integralmente cumpridos». «Basta olhar para o que ficou consignado já no orçamento de 2026, porque os nossos compromissos para convosco são sagrados», sublinhou.
O governante recordou ainda a preocupação do seu Executivo com a renovação daquele corpo de guarda-florestal – «vamos abrir concursos para a integração de 40 novos elementos que, estou certo, irão continuar o trabalho meritório dos seus antecessores» e ainda a aquisição de «mais 11 novas viaturas todo-o-terreno, para melhorar as condições de operacionalidade» da Polícia Florestal.
Paralelamente, anunciou também, será «finalizado aquele que foi um trabalho iniciado há alguns anos, de recuperação das casas da guarda». «Temos mais duas casas da guarda em vias de recuperação que serão das últimas a ser recuperadas», enalteceu.
Miguel Albuquerque asseverou também que irá ter continuidade «o novo programa que foi decidido para a reabilitação e salvaguarda do nosso património natural». «Algumas dessas decisões estão em plena execução, designadamente a circunstância de os nossos 43 percursos recomendados (39 na Madeira e três no Porto Santo), serem objeto de uma profunda regulação em termos do utilizador-pagador, ou seja, o visitante paga o percurso e essa receita, em vez de sair da bolso do cidadão contribuinte, vai assegurar que esses circuitos sejam mantidos em boas condições de funcionamento, com proteção, com segurança, com limpeza, com espaços de lazer e com espaços de recreio», explicou.
Isto, complemento, de forma também a garantir que quem nos visita tem uma experiência agradável e segura. E, sobretudo, de forma a evitar o congestionamento desses espaços, nas horas de maior usufruto.
A propósito, defendeu que, ao contrário de que acha que o contribuinte deve pagar tudo, o princípio do utilizador-pagador é decisivo para assegurar a preservação do nosso património natural e diminuir a carga sobre os espaços ecológicos.
O líder madeirense anunciou ainda que o seu Executivo vai continuar a reabilitar os espaços florestais, como no Pico do Arieiro, no Ribeiro Frio, nas Queimadas e no Fanal.
«Estes e outros espaços serão parques naturais com regras muito rigorosas, no sentido de serem cumpridos os princípios fundamentais de não degradação e de boa utilização desses espaços. Não será permitido sobrecarga nos locais, os despejos de lixo e de danos serão rigorosamente penalizados», avisou.
Miguel Albuquerque diz ser propósito maior do seu Governo que «todo o nosso património natural seja integralmente salvaguardado, porque é o nosso imperativo político e também o nosso imperativo moral». Uma missão para qual, apelou, conta com a Polícia Florestal.
O presidente do Governo Regional recordou ainda que «a Guarda Florestal da Madeira tem uma função não só de fiscalização e de cumprimento das regras, mas também um conjunto de ações coercitivas que fazem parte do Estado Direito, para assegurar que quem
não quer cumprir tenha de cumprir e que se não cumprir será penalizado segundo as regras do mesmo Estado de Direito:
Mas, acrescentou, «tem uma função também importantíssima do ponto de vista pedagógico e da prevenção». Nesse sentido, destacou que o trabalho conjunto que está a ser desenvolvido em conjunto. com todas as forças que integram a proteção civil, já está no terreno, «e de uma forma bastante intensa, na criação e no aumento e manutenção das zonas corta-fogo».
Para evitar gastos desnecessários com uma operação de limpeza que se revelou ineficaz (quando se chegava ao fim da área a limpar, no início dessa mesma área já crescera, de novo, espécies infestantes), haverá mudança de estratégia: «Grande parte destas zonas de faixa corta-fogo serão vedadas. Neste momento, vamos adquirir 14 km (só para a zona do Caminho dos Pretos) de vedação. Algumas dessas áreas grandes, de corta-fogo, terão gado ordenado, no sentido de o material combustível estar sempre limpo nas mesmas».
Paralelamente, num esforço conjunto com as autarquias, decorrerão várias operações de limpeza, um pouco por toda a Madeira, sobretudo nas zonas altas.
«Temos agora à Trompica, que é uma zona muito sensível. Onde vamos ter um acesso e uma vigilância permanente da área, no tempo dos incêndios. Na estrada Engenheiro Rocha da Silva, que liga os lombos das zonas altas de São Roque, estamos também a realizar uma limpeza, sendo uma zona cuja nova estrada já tem os hidrantes e uma rede de combate aos incêndios, para termos segurança. A zona de Santo António também será totalmente limpa. E vamos também avançar em outros concelhos», exemplificou.
Miguel Albuquerque diz ser fundamental que se perceba que, num momento em que os madeirenses dizem que está frio, o Governo Regional já está preocupado com os incêndios rurais. «Portanto, nós trabalhamos com tempo e com planeamento e com a antevisão daquilo que serão os eventos que normalmente ocorrem em todo o lado», enalteceu.
A concluir, reforçou votos de agradecimento a todos os guardas-florestais pelo trabalho, dedicação e empenho e garantiu-lhes que podem continuar a contar com o seu governo, «para podermos continuar a trabalhar em conjunto, para o bem-estar da nossa terra e para salvaguarda do nosso património e para a segurança dos nossos cidadãos e também daqueles que nos visitam». «Muito obrigado pela vossa disponibilidade, pelo vosso trabalho, pelo vosso empenho», reiterou.