O Festival do Atlântico, evento promovido pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional do Turismo, tem vindo a obter anualmente melhores índices de satisfação tendo atingido, em 2025, os mais elevados indicadores desde que o Observatório de Turismo da Universidade da Madeira começou a auscultar os visitantes do evento, em 2016.
Segundo os inquéritos realizados no terreno, 90% dos turistas inquiridos afirmaram que recomendam o Festival do Atlântico a familiares e amigos. Este foi o valor mais elevado de toda a série histórica, superando o anterior máximo de 84% registado em 2022. No plano da satisfação global, 83% dos visitantes classificaram a experiência como positiva ou muito positiva.
Os dados do Observatório revelam também uma transformação assinalável no perfil dos visitantes. A idade média dos turistas desceu para os 47,7 anos, o valor mais baixo desde que a série começou, com uma queda de mais de quatro anos face aos 52 anos registados em 2022 e de cerca de 8 anos relativamente aos 56 anos de 2017 e 2028.
Este rejuvenescimento do público é visto como um sinal positivo de renovação geracional, indicando que o festival consegue atrair segmentos mais jovens sem perder a sua base estabelecida. Igualmente expressivo é o facto de 73% dos inquiridos estarem a visitar a Madeira pela primeira vez. Trata-se de uma inversão marcante da tendência descendente observada nos anos anteriores — em 2024, esse valor era de 56%% e vinha a cair desde 2016, quando atingia os 70%.
A recuperação deste indicador sugere que o Festival do Atlântico continua a funcionar como um poderoso fator de atração de novos públicos para o destino. O poder de compra dos visitantes atinge igualmente um patamar inédito.
O rendimento médio mensal dos turistas chega aos 4.271 euros, o máximo da série histórica, num crescimento de 27,8% face aos 3.342 euros de 2016. O dado reforça o posicionamento da Madeira como destino de turismo de qualidade e confirma que os grandes eventos culturais e de entretenimento têm capacidade para atrair um visitante de perfil económico elevado.
Os números, cruzados com as estatísticas mensais da Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), pintam um retrato de consolidação de um dos mais emblemáticos eventos do calendário anual de animação turística.
Os dados da DREM relativos a junho confirmam e ampliam o cenário positivo dos inquéritos de satisfação. Em 2025, o número de hóspedes entrados na Madeira em junho atinge 226.616, um novo máximo histórico, representando um crescimento de 82,2% face aos 124.410 hóspedes de junho de 2016. As dormidas superam igualmente o recorde anterior, atingindo 1.154.839 — um aumento de 51,8% desde 2016.
O desempenho financeiro é ainda mais expressivo. Os proveitos totais da hotelaria em junho de 2025 ascendem a 82,7 milhões de euros, uma subida de 132% face aos 35,7 milhões de 2016. A rentabilidade por quarto disponível (RevPAR) mais do que duplica no mesmo período, passando de 48,2 euros para 108 euros — um crescimento de 124%. A tarifa média diária (ADR) sobe de 59,4 euros para 127,7 euros, acumulando uma valorização de 115% em nove anos.
O Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, recorda que o Festival do Atlântico nasceu com o propósito de dinamizar os meses de verão e atraindo fluxos que de outro modo poderiam não escolher a ilha como destino. O trabalho desenvolvido pelo Observatório de Turismo da Universidade da Madeira, que acompanha o evento desde 2016 com a exceção dos anos da pandemia, demonstra que “este objetivo tem sido amplamente atingido e que a trajetória é de crescimento sustentado”, refere.
"Quando olhamos para os dados que o Observatório nos disponibiliza, vemos um festival que vale cada vez mais para a Madeira em termos económicos, em termos de imagem e em termos da qualidade do visitante que conseguimos atrair. A satisfação crescente dos turistas é o melhor argumento para continuar a investir e a elevar a fasquia", diz Eduardo Jesus. "Estes resultados confirmam aquilo que temos vindo a construir ao longo dos anos: um festival que cresce em qualidade, em diversidade de programação e na capacidade de surpreender quem nos visita. Ver os níveis de satisfação e recomendação nos valores mais altos de sempre, diz-nos que estamos no caminho certo”, acrescenta.
O governante diz ainda que "o reforço da programação do evento tem sido uma aposta consciente e deliberada. Queremos que o Festival do Atlântico seja um mês inteiro de cultura, de arte e de experiências que justifiquem por si só a viagem à Madeira. Os números mostram que os turistas reconhecem e valorizam essa evolução”