O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, em representação do presidente do Governo Regional, fez um balanço “extremamente positivo” do Rali da Madeira 2026, sublinhando o impacto competitivo, social e económico da prova que ao longo de três dias levou milhares de pessoas às estradas da Região. Considerou que os pilotos madeirenses “sobressaíram pela sua enorme qualidade”, destacando a vitória de Miguel Nunes e o segundo lugar de João Silva como símbolos da força do automobilismo madeirense. Realçou ainda que “há muitos anos” não se via tanta gente na estrada a acompanhar o rali, que classificou como “a grande festa do desporto da Madeira e o maior evento regional”, lembrando que a organização envolve cerca de duas mil pessoas e mobiliza milhares de adeptos em toda a ilha.
No plano económico, José Manuel Rodrigues frisou que o rali tem “claro retorno” para a economia regional, para a indústria, comércio, hotelaria e turismo, bem como para as economias locais, nomeadamente na costa Norte, onde vários estabelecimentos abrem portas especificamente durante a semana da prova. Assinalou que esta dinâmica contribui para uma maior coesão económica e social na Região, evidenciando a importância do evento no calendário desportivo e turístico da Madeira.
No capítulo desportivo, o madeirense Miguel Nunes, em Skoda Fabia RS Rally2 e navegado por João Paulo Fernandes, venceu a 67.ª edição do Rali da Madeira, organizado pelo Club Sports da Madeira. João Silva, também natural da Madeira e acompanhado por Luís Rodrigues em Toyota GR Yaris Rally2, foi segundo a 31,3 segundos do vencedor, após um duelo intenso com a dupla Armindo Araújo/Luís Ramalho, em Skoda Fabia RS Rally2, que animou grande parte da segunda etapa. A prova ficou igualmente marcada pelos problemas que afetaram vários pilotos estrangeiros apontados aos lugares da frente, condicionando a competitividade de alguns dos principais favoritos.
O presidente do Club Sports da Madeira, Paulo Fontes, considerou que o rali decorreu “dentro da normalidade”, apesar de alguns incidentes e acidentes iniciais que retiraram alguma competitividade à prova. Explicou que quase todas as provas especiais de classificação foram disputadas, com apenas uma ou outra interrupção por razões de segurança, devido a viaturas imobilizadas que impediam a circulação dos restantes concorrentes. Destacou a forte competitividade até final, o elevado valor desportivo demonstrado e a adesão do público, admitindo que esta poderá ter sido a edição com mais espectadores nas estradas.
Paulo Fontes afirmou ainda que o Club Sports da Madeira está “preparado para dar o salto”, defendendo uma aposta continuada na qualidade para poder ambicionar novos patamares competitivos, como o Campeonato Europeu de Rali ou outras competições internacionais. Reconheceu que a concretização desse objetivo depende sobretudo da vertente financeira, notando que a logística acompanha essa capacidade de investimento, mas sublinhou que, alcançado esse patamar, o Rali da Madeira poderá também contribuir para “reforçar e reanimar o próprio Europeu de ralis”.
O Rali da Madeira 2026 contou com o apoio do Governo Regional, através da Secretaria Regional de Economia.