Os mais recentes indicadores demográficos confirmam uma realidade exigente na RAM: redução da população residente, aumento do índice de envelhecimento e mais pessoas idosas a viver sozinhas. Estes números pedem ação — e pedem também um novo enquadramento.
A Direção Regional para as Políticas Públicas Integradas e Longevidade (DRPPIL) propõe ler esta transição como Era da Longevidade: um novo equilíbrio social em que a maior longevidade é conquista civilizacional e recurso estratégico. Em vez de um “tsunami cinzento”, procuramos o terceiro dividendo demográfico: valorizar experiência, conhecimento e redes de cuidado, dinamizando a economia da longevidade.
Linhas de compromisso da DRPPIL
1. Vínculos e proximidade: programas contra a solidão e o isolamento, redes de vizinhaça e teleassistência;
2. Viver em casa, com segurança: reforço de respostas domiciliárais e de transição (REDE RAM), cuidados de Longa Duração, e adaptação, física e funcional, de habitação e mobilidade;
3. Capacitação e literacia em saúde: Projecto EPPP - Escola de Pacientes - Paciente Professor;
4. Funcionalidade e prevenção: Projecto CRIEEF - Centro de Referencia para Intervenções Específicas no Exercício Físico;
5. Territórios de Longevidade: Atlas de Longevidade Saudável e Protegida - Instrumento de diagnóstico e decisão que mapeia, por território, condições e iniciativas promotoras de longevidade ( saúde, social, habitação, mobilidade, participação, conhecimento, educação, emprego e economia), identificando pontos fortes e lacunas para orientar pactos locais e investimento territorialmete ajustado.
Neste Dia Internacional do Idoso, a DRPPIL apela à responsabilidade partilhada de autarquias, IPSS, empresas e academia para transformar indicadores em melhor vida, mais autonomia e mais participação. A longevidade não é um problema a gerir; é um potencial a ativar com políticas integradas, investimento inteligente e comunidades amigas de todas as idades.