O Conselho Nacional de Educação divulgou a 9 de dezembro 2025, o relatório Estado da Educação 2024 (EE 2024) visando contribuir para que se compreendam os atuais desafios da educação e se possam perspetivar medidas de política que promovam a equidade, a qualidade e a inovação. Nesse sentido, é feita uma síntese de estatísticas que permite retratar condições criadas para concretizar as finalidades da educação, medidas de apoio destinadas à diversidade da população discente e resultados alcançados.
Além disso, são apresentadas quatro reflexões de natureza ensaística e prospetiva nos domínios da educação de crianças e jovens com necessidades de saúde especiais, da formação e competências dos adultos, da necessidade de transformar as escolas e da transferência de competências da educação para as autarquias.
A análise dos dados mostrou que a educação em Portugal continua a revelar-se bastante desigual sendo esta a questão mais problemática que é necessário enfrentar. As crianças e os jovens que mais reprovam, que mais abandonam e com mais dificuldades de aprendizagem provêm de famílias portuguesas socio, económica e culturalmente mais desfavorecidas e de famílias de imigrantes. O relatório aponta a necessidade de serem desenvolvidas medidas de política para apoiar a melhoria das aprendizagens, sobretudo nos primeiros anos, e que garantam que todas as crianças e jovens que não dominam a língua portuguesa possam frequentar a disciplina de Português Língua Não Materna (PLNM) ou uma oferta alternativa que produza os resultados devidos.
No domínio dos resultados, verificou-se que as crianças e os jovens continuam a revelar dificuldades com as competências de leitura, do pensamento crítico, do raciocínio e da resolução de problemas. E também com aprendizagens nos domínios das ciências e da matemática. Noutro plano, é referido que aa educação e formação de adultos carece de uma intervenção que permita enfrentar o facto de 38% dos adultos com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos não possuírem um diploma de educação secundária.
Esta publicação contou com a colaboração e disponibilização de dados do OERAM, unidade nuclear da DRAE.