SRETC rebate declarações de deputado socialista

Em causa a notícia publicada hoje sobre captação de novas companhias aéreas 06-01-2017 Economia, Turismo e Cultura
SRETC rebate declarações de deputado socialista

Na sequência da notícia publicada hoje, dia 6 de janeiro, na edição impressa do Diário de Notícias da Madeira, com o título “PS-M quer Governo a atrair mais companhias” – e dado que a mesma apresenta incongruências que importam rebater – a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura emitiu o seguinte comunicado, no sentido de esclarecer convenientemente a opinião pública:

 
ESCLARECIMENTO
 
1.    Em mais uma tentativa de protagonismo que em nada abona a favor dos interesses desta Região nem da sua população, vem o deputado Carlos Pereira recomendar ao Governo Regional maior proatividade no que concerne à captação de novas companhias aéreas. Recomendação que deriva do estudo aprofundado que o senhor deputado fez do modelo dos Açores, esquecendo-se de estudar, verdadeiramente, o modelo da RAM, o que facilmente se depreende das declarações por si proferidas.
2.    Esqueceu-se de estudar e esqueceu-se, também, de estar atento às notícias das últimas semanas, nas quais as questões que coloca, concretamente no que concerne à companhia aérea Ryanair, no estilo demagógico e negligente a que já nos habituou, foram exaustivamente esclarecidas. Apenas se poderá compreender o recurso a este assunto à luz do desespero pelo palco político que procura, desta vez sem qualquer sucesso ou retorno por parte desta Secretaria Regional.
3.    Embora sendo previsível, é grave a tentativa de imputar, novamente, factos e declarações – que foram da exclusiva responsabilidade de um órgão de comunicação social regional – ao Governo Regional e a esta Secretaria, em particular, que nunca foram proferidas. Um ensaio falseado de causar ruido e de confundir a opinião pública, o que revela, acima de tudo, irresponsabilidade e, também, uma completa desatualização.
4.    Desencantar disparates é comparar realidades que não são comparáveis. Será, no mínimo, negligente ou fruto de mera ignorância, comparar o modelo dos Açores – que iniciou o seu processo de liberalização com o continente português apenas em Março de 2015 – com o da Madeira, cuja liberalização aérea ocorreu em 2008.
5.    Embora os Açores apresentem diversos gateways (Ponta Delgada, Terceira, Horta, Pico e Santa Maria) conseguindo, com isso, um maior número de combinações tarifárias, ainda que com o inconveniente dos passageiros terem de fazer uma ou mais escalas dentro das ilhas dos Açores, a Região, tendo apenas dois aeroportos, apresenta, no da Madeira, um número de voos muito maior do que aquele que é oferecido em qualquer rota dos Açores. Falamos de uma média de 390 voos semanais, com ligação direta a 17 países e a 63 cidades europeias, operados por 40 companhias.
6.    A capacidade global que é oferecida nas rotas entre os Açores e o continente português é idêntica à que se pratica nas rotas entre a Madeira e o continente, mas, na rota FNC-LIS-FNC, existe uma frequência de voos muito maior do que o que se regista na rota PDL-LIS-PDL, o que garante mais e melhores ligações, não só ao continente, como a todos os destinos internacionais à partida de Lisboa.
7.    O número de companhias que operam as rotas entre o continente português e as Regiões Autónomas é o mesmo: 4 nos Açores (TAP, SATA, EasyJet e Ryanair) e 4 na Madeira (TAP, EasyJet, Transavia e SATA - esta última sazonal na ligação a Faro).
8.    O modelo dos Açores potenciou as ligações aéreas com o continente, e companhias como a Ryanair e EasyJet potenciaram sobretudo o tráfego ponto a ponto. O modelo da Madeira, não apenas potenciou a conectividade com o continente, como, pelo número de ligações diárias que tem numa mesma rota, potenciou a ligação a outros destinos internacionais.
9.    Inaceitável é a falta de ação e de rigor de alguém que, pese embora se pavoneie em Lisboa, ao lado de um Governo da República que tem sido autista e irresponsável para com a Região, nada fez a favor da Madeira e do Porto Santo.
10.  Lamenta-se que o deputado em causa tenha tido tanto tempo para estudar o modelo dos Açores, descurando, em absoluto, o estudo de uma Região que deveria conhecer melhor, de modo a realmente defender os seus interesses, perdendo tempo com encenações politicas que nada trazem de novo.