A Região Autónoma da Madeira assinala hoje, 28 de julho, o Dia Mundial da Conservação da Natureza, com motivos de grande satisfação e reconhecimento internacional pelo trabalho exemplar desenvolvido ao longo das últimas décadas na proteção dos seus ecossistemas únicos. Com 65% da sua área terrestre e 89% do mar territorial sob estatuto de proteção, a Madeira afirma-se como uma das regiões europeias com maior proporção de território classificado como protegido, consolidando a sua posição como referência incontornável na conservação da natureza a nível mundial.
A data, instituída pela ONU em 1988, e em Portugal reconhecida como o Dia Nacional da Conservação da Natureza, visa promover a consciencialização da população para a importância da preservação do meio ambiente, com foco este ano no património natural como pilar essencial do bem-estar humano, da prevenção de riscos e do desenvolvimento sustentável.
A Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), destaca o papel pioneiro e consistente da Madeira nesta área, com investimentos estratégicos na criação e gestão de áreas protegidas, bem como no desenvolvimento de projetos de conservação direcionados a espécies e habitats em risco.
O secretário regional, Eduardo Jesus, sublinha o compromisso firme da Região com a proteção e conservação da natureza e o reconhecimento internacional que essa política tem vindo a alcançar: “A Madeira é hoje um território de excelência no que toca à conservação da natureza. Este reconhecimento não é fruto do acaso, mas sim do trabalho rigoroso e sustentado que a Região tem vindo a desenvolver ao longo de mais de 50 anos, com base numa visão de futuro que conjuga conservação, ciência e valorização do território”, afirma.
Entre os exemplos de excelência estão os projetos dedicados à Freira da Madeira, à Freira do Bugio e ao Lobo Marinho, espécies altamente vulneráveis ou exclusivas do arquipélago, cujos esforços de proteção têm sido destacados por entidades internacionais.
“Estes projetos são bandeiras da nossa política ambiental. Mostram como uma Região pequena em dimensão pode ser gigante em compromisso e resultados. São ações que colocam a Madeira no mapa mundial da conservação da biodiversidade”, reforça Eduardo Jesus.
Outros reconhecimentos externos, como o Diploma Europeu do Conselho da Europa atribuído às Áreas Protegidas das Ilhas Desertas e Selvagens, e o prémio LIDE Preservar o Mar, vêm reforçar a relevância da abordagem madeirense, que alia conhecimento científico, ordenamento do território e envolvimento da comunidade.
No entanto, a conservação na Madeira não se limita aos projetos mais visíveis. Muitos outros, menos conhecidos do público, incidem sobre espécies discretas, mas fundamentais para o equilíbrio ecológico, desde plantas raras a invertebrados e répteis endémicos. “Todos os projetos são importantes. Mesmo aqueles menos mediáticos têm um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas. A nossa política é transversal e integrada, assente na convicção de que conservar é investir no futuro”, sublinha o secretário regional.
A Região conta atualmente com 19 Sítios da Rede Natura 2000 e 8 Áreas Protegidas, incluindo o Parque Natural da Madeira, a Floresta Laurissilva — Património Mundial Natural da UNESCO —, os habitats de altitude do Maciço Montanhoso Central e a vegetação costeira da Ponta de São Lourenço. Destaca-se ainda a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a maior área marinha com proteção integral do Atlântico Norte.
Neste Dia Mundial da Conservação da Natureza, a Madeira reafirma o seu papel de liderança no combate às ameaças ambientais, promovendo uma abordagem integrada que conjuga preservação da biodiversidade, valorização do património natural e qualificação do destino turístico.
“Este é um caminho que queremos continuar a trilhar, com base na ciência, no envolvimento das comunidades e numa visão de longo prazo. A Madeira é hoje uma referência, mas queremos ser ainda mais: queremos inspirar, proteger e liderar pelo exemplo”, conclui Eduardo Jesus.