O presidente do Governo Regional falava durante a entrega, à Associação de Bombeiros Voluntários local, de uma viatura-escada.
Uma ocasião para lembrar o dialogo encetado pelo Governo Regional com as corporações da Região, sobretudo com a Federação de Bombeiros da Madeira, que veio permitir um acordo, claro relativamente ao horizonte temporal, «no sentido de garantir que os nossos homens e mulheres no exercício destas funções iriam ter remunerações adequadas, progressos de carreira e formação adequada».
«Porque nós entendemos que não há qualquer corporação profissional ou profissionalizada que possa funcionar sem recompensar de forma justa e efetiva os seus profissionais», enalteceu.
Neste momento, recorda, tal está estabelecido e acordado entre a Federação de Bombeiros e o Governo Regional da Madeira.
A propósito deste financiamento, lembra que houve também que as Câmaras, enquanto entidade máxima da Proteção Civil nos seus concelhos, assumirem a sua quota de responsabilidade na proteção do território e das suas populações.
«Nesse sentido houve um acordo entre a Associação de Municípios e as Câmaras Municipais da Região e o Governo relativamente às quotas-partes na participação deste reforço de financiamento e no quadro que está estabelecido para o futuro, quanto ao financiamento das corporações. No Porto Santo, devido à dupla insularidade, concluiu-se que haveria uma discriminação positiva, com a Câmara do Porto Santo em participar com menos 10% do que as outras Câmaras. Para nós a dupla insularidade não é apenas conversa de café», realçou.
Miguel Albuquerque destacou ainda que «todas as políticas estão orientadas no sentido de dotar as nossas corporações de bombeiros dos melhores meios técnicos e da melhor formação, no sentido de dotá-las de capacidade de resposta face aos eventos».
Isso, explicou, «implica que haja, do ponto de vista do Governo, uma verba constante de investimento tanto nesses meios técnicos como na formação dos nossos homens e mulheres; porque essa formação é altamente enriquecedora para o futuro da Proteção Civil e dos Corpos de Bombeiros na Região».
Miguel Albuquerque fez ainda questão de esclarecer que, neste momento, «as políticas que estão a ser seguidas são no sentido de garantir a máxima prevenção relativamente ao nosso território e no sentido de evitar o mais possível os fogos florestais».
«As primeiras intervenções vêm ocorrendo em conjugação com a Proteção Civil. As coisas têm corrido muito bem», destacou.
Neste sentido, avisou: «A Proteção Civil, volto a frisar, vai funcionar em função de decisões técnicas e não através do Facebook, das redes sociais».
E prosseguiu: «É bom que isto fique claro, porque aqui nós tomamos decisões tendo por base as mais valias técnicas e do valor acrescentado da formação técnica dos nossos comandantes e da Proteção Civil, não em função do que se acha em conversas de café ou dos comentadores de televisão».
O líder madeirense deixou ainda garantia de que, na região, vamos continuar a investir nas nossas corporações, vamos continuar a investir nos nossos bombeiros e nas melhores condições profissionais dos mesmos.
Dirigindo-se aos bombeiros locais, deixou o agradecimento: «Quero deixar aqui todo o meu apoio aos bombeiros do Porto Santo e a minha gratidão pelo vosso trabalho. E também ao nosso amigo Gregório Pestana (presidente da Associação) o agradecimento profundo do Governo por um trabalho meritório que tem desenvolvido à frente destes bombeiros».
«Esta começou como uma corporação pequena, mas devido ao desenvolvimento do Porto Santo tem necessitado cada vez mais de melhores meios técnicos e de maior formação para os seus elementos. Hoje, vamos ter aqui mais um veículo para entregar, do mais moderno e do mais eficaz que o moderno dispõe atualmente, para dotar esta corporação desse novo meio técnico», concluiu.