A secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, participou no evento alusivo ao Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, realizado na sala de conferências do Hospital Dr. Nélio Mendonça, uma iniciativa conjunta do SESARAM, EPERAM, e da Sociedade Portuguesa de Suicidologia. Na sua intervenção, a governante sublinhou que, apesar dos avanços alcançados, o suicídio permanece como um dos maiores desafios da saúde pública. "Sabemos que ainda existem famílias marcadas pelo suicídio e cada vida perdida é uma tragédia", disse, reforçando que a Região Autónoma da Madeira tem dado passos significativos para enfrentar essa realidade. Na ocasião, relembrou os serviços e iniciativas disponíveis na área da saúde mental, destacando a consulta de prevenção do suicídio do SESARAM. Esta consulta assegura um acompanhamento especializado e multidisciplinar “é uma porta aberta para quem se encontra em momentos de grande vulnerabilidade”, disse. Micaela Fonseca de Freitas também salientou que a criação de serviços, por si só, não é suficiente. É fundamental quebrar o estigma e falar de saúde mental com naturalidade. "Precisamos que cada escola, cada centro de saúde, cada local de trabalho seja também um espaço de acolhimento e de identificação precoce de sinais de sofrimento", defendeu. A governante destacou que a prevenção do suicídio é uma responsabilidade coletiva, que vai além das competências de médicos e psicólogos. "Cada gesto de proximidade, cada palavra de escuta, cada comunidade que se mobiliza pode fazer a diferença entre a vida e a morte", concluiu. A responsável pela tutela da Saúde na Região reafirmou o compromisso do Governo Regional em continuar a investir na Saúde Mental, com o reforço de equipas especializadas, uma maior articulação entre diferentes setores e o lançamento de campanhas preventivas. A iniciativa insere-se no programa internacional da International Association for Suicide Prevention, este ano sob o lema “Mudar a narrativa sobre suicídio”, apelando a uma mudança de perspetiva na forma como, enquanto sociedade, falamos, compreendemos e respondemos a este fenómeno.