A totalidade de pescado descarregado na Região até setembro já totalizou cerca de 13,7 milhões de euros. Um valor muito próximo ao que foi registado em 2024 apesar de o ano ainda não ter terminado o que deixa antever um bom ano para o rendimento de pescadores e armadores.
Dados avançados pelo secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, na Feira do Mar e do Pescador que teve lugar no Caniçal e que resulta de uma iniciativa da Casa do Povo local.
Particularizando as descargas de tunídeos, Nuno Maciel fez saber que já foram descarregados 1,2 milhões de quilos correspondendo a 4,6 milhões de euros. Valores que ultrapassam os do ano passado quando foram descarregados cerca de 859 mil quilos correspondendo a um valor na ordem dos 3,4 milhões de euros.
Dos valores apurados este ano, destaque para um aumento de descargas de Atum Patudo – mais 522 mil quilos quando comparado os valores de 2024.
“Este ano certamente que vamos ultrapassar os números totais de 2024 e isso significa que vai ficar mais rendimento nas famílias e na economia da Região”, frisou o secretário regional que recordou que este ano os pescadores e armadores madeirenses conseguiram pescar mais Atum Patudo fruto de uma decisão que aconteceu, por iniciativa do Governo Regional da Madeira e dos Açores, junto da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
Falando na sessão de abertura do certame, o governante fez alusão a vários investimentos que o Governo Regional espera concretizar nomeadamente nas lotas e interpostos frigoríficos nomeadamente no Funchal. Projetos que serão viabilizados com o orçamento da região e com fundos comunitários.
Nuno Maciel também fez referência à importância que o mar tem para a Região e para o país “enquanto complemento à nossa soberania alimentar, para a nossa economia, identidade e história”.
Por isso mesmo o responsável defendeu que deverá ser dada mais atenção à economia do mar e à economia azul, para que esta possa estar mais presente na economia regional.
Antes de terminar o secretário regional teceu elogios à Casa do Povo local, na pessoa do seu presidente, Igor Vidinha, pela iniciativa que honra os pescadores, as artes de pescas, mas que também tem uma visão para o desenvolvimento da economia azul.
“Esta iniciativa honra as pescas e os pescadores que muitas vezes têm data para sair, mas nem sempre têm data para regressar. Esta feira honra esse povo que faz do mar a sua terra” concluiu Nuno Maciel.