O líder madeirense visitou todas as barracas e falou com os representantes das setenta instituições presentes nesta edição, que tem uma duração superior (em um dia) a edições anteriores.
Aos jornalistas, Miguel Albuquerque falou do aumento do salário mínimo, hoje decidido em Conselho de Concertação Social, após diálogo e entendimento entre sindicatos e patronato. O líder madeirense falou ainda do próximo Orçamento Regional, que permitirá devolução de rendimentos nos nove escalões do IRS.
Hoje, em sede de Conselho Económico e Concertação Social, liderado pela secretária da Inclusão e Assuntos Sociais, Paula Margarido, fixou o salário mínimo na Região em 980 euros, mais 65 euros do que os 915 euros atuais, ou seja um aumento de sete por cento.
Miguel Albuquerque destacou o facto de o salário mínimo ter sempre ficado definido num quadro de concertação social e de diálogo dentro da possibilidade de «continuarmos a elevar o rendimento, sobretudo os rendimentos de trabalho mais baixos».
Porque, explicou, «com a anuência, quer dos trabalhadores, quer das entidades patronais, o Governo consegue estabelecer plataformas mais equitativas, sem que coisas sejam impostas de cima para baixo.
Miguel Albuquerque recorda que tem havido uma atualização desse salário mínimo, admitindo sempre que é importante, também num mercado social como é aquele em que nós vivemos, «haver sempre uma intervenção do Estado no sentido de reduzir as assimetrias».
Neste sentido, advoga que «o mais importante deste orçamento para 2026 vai ser a sua capacidade para fazer devolução de rendimentos».
«Essa devolução vai ser feita por vias sobretudo do IRS. Ou seja, o diferencial de 30% nos nove escalões do IRS vai fazer com que as pessoas vão sentir, com muito mais acutilância agora, o impacto desta medida nos seus rendimentos», explicou.
Segundo Miguel Albuquerque, quando se fala em descer impostos, fala-se de devolver rendimentos. «Alguns dos contribuintes vão sentir, com esta devolução que nós fazemos. que vão receber mais um ordenado por ano do que aquilo que recebiam até hoje», disse ainda.
Lembre-se que a Feira das Vontades regressou ao Largo da Restauração e à Placa Central, para celebrar o Dia Internacional do Voluntário.
A XXII Feira das Vontades reúne anualmente mais de 65 instituições (Associações, IPSS, Casas do Povo e Centros Comunitários). No presente ano participam cerca de 70 instituições (IPSS, centros comunitários, associações com barraquinha e/ou animação) participantes.
A feira terá, este ano, a duração de cinco dias. Ou seja, foi aumentada a duração da feira em um dia. As instituições consideram que é importante haver mais um dia de Feira, de forma a poder angariar fundos e mostrar o seu trabalho.
A organização e responsabilidade financeira e civil da Feira das Vontades é da Associação Casa do Voluntário, mas conta com uma comissão organizadora composta por: Garouta do Calhau, Casa de Saúde Câmara Pestana, Núcleo Regional da Madeira - Liga Portuguesa Contra o Cancro, Direção Regional da Juventude, Casa São José e Causa Social.
A Feira das Vontades surgiu em 2003.