Miguel Albuquerque visitou hoje a nova sede “An Island Apart, localizadas em Santo António, no Funchal. O presidente do Governo Regional, na ocasião, destacou o dinamismo da empresa e dos seus sócios, lembrando o crescimento económico da Região e o papel fundamental que as empresas, os agentes económicos e os trabalhadores têm tido no desenvolvimento da Região.
O presidente do Governo Regional foi ainda questionado acerca da decisão do Tribunal Europeu de não dar provimento ao Estado português e à Região num processo contra a União Europeia, devido aos benefícios fiscais dados a empresas do Centro Internacional de Negócios.
O líder madeirense diz que as decisões que vêm sendo tomadas pela União Europeia acerca do Centro Internacional de Negócios são descabidas e surgem devido a queixas de cidadãos portugueses contra o CINM e a lóbis de outras praças europeias, que querem cativar para si as empresas que estão sediadas na Região.
Miguel Albuquerque diz que vai consultar agora os advogados da Região, para ver qual é o próximo passo a dar, lembrando que não será nunca a Região a ter de devolver os tais benefícios fiscais recebidos indevidamente, mas sim as empresas.
O governante reforçou ainda o lamento de que desde há alguns anos seja o próprio Estado português a tomar decisões prejudiciais ao CINM e que cidadãos do Estado português venham fazendo acusações e queixas na sede na União Europeia, para prejudicar o Centro Internacional de Negócios, prejudicar a receita fiscal da Madeira e beneficiar os outros centros.
Porque, explicou, «as empresas só estão aqui na Madeira porque têm benefícios fiscais e condições para desenvolver as suas atividades». Mas, avisa, «se começarem a massacrá-las, elas vão para os outros centros: ou vão para Luxemburgo ou vão pra Holanda, ou vão pra Inglaterra, ou vão pra Chipre, vão para outras praças».
Segundo Miguel Albuquerque a ideia de destruir o Centro «é um complexo de alguns comunistas, que querem destruir tudo o que cria a riqueza».
«Essa gente ainda não percebeu que nós temos 4.000 postos de trabalho qualificados de jovens da Madeira que trabalham no desenvolvimento no Centro Nacional de Negócios. E que, neste momento, temos o terceiro registo de navios da União Europeia, com mais de 1300 navios aqui restados», acentuou.
O líder madeirense alerta para que ninguém pense que todas estas decisões sejam imunes à dos lobbings na União Europeia. Porque quanto menos praças existir na União Europeia para certas praças melhor…
«Veja-se que quando rebentaram com o IVA aqui na Madeira, quando saiu aquela decisão do IVA, as grandes empresas tecnológicas, incluindo a Google, saíram daqui e foram para o Luxemburgo», exemplificou.
O presidente do Governo Regional diz que o CINM tem grande potencial de crescimento, lembrando que se está a negociar o quinto regime daquele Centro e que as negociações estão a decorrer bem.
Miguel Albuquerque considera ainda que o entendimento de que as empresas recebem benefícios fiscais no CINM mas que não criam empregos cá está enviesado: «Dizer-se que as empresas recebem uma compensação fiscal para trabalhar no mercado internacional…. Obviamente que se estão a trabalhar no mercado internacional, os funcionários têm de trabalhar no mercado internacional. Têm a sua sede aqui, mas não vão ficar aqui sediados, senão estavam a trabalhar para o mercado interno, que são 200.000 consumidores ou 230 mil».
«Nós, agora, vamos continuar a fazer todo o que o possível no sentido de reclamar e repor aquilo que nós entendemos que é a nossa razão. Vamos ver, com os nossos advogados, se é possível recorrer», garantiu.
Quanto à empresa hoje visitada, foi fundada em 2010. A An Island Apart, Lda. dedica-se à gestão profissional de propriedades destinadas a Alojamento Local (AL) na Madeira e no Porto Santo. Com 396 unidades sob gestão, a empresa é atualmente considerada líder regional no sector.
E vem apostando fortemente na inovação tecnológica e na integração, com mais de 50 plataformas internacionais de reservas online, incluindo as principais agências de viagens digitais.
Entre 2016 e 2021, a empresa registou um crescimento de 700% no número de reservas, e a duração média das estadias aumentou 35%, traduzindo-se em mais de 75 mil dormidas anuais.