O Requeijão da Madeira passa a ser produto com Identificação Geográfica Protegida – IGP – e como tal ganhará um incentivo do Governo Regional à sua produção e comercialização, através do POSEI, na ordem dos 300 euros à tonelada. Um valor que conta igualmente com a componente regional através do orçamento da Região.
O objetivo passa por incentivar as empresas que produzem requeijão da Madeira a reforçar a sua presença no mercado, a valorizar melhor este produto único que é nosso e a torná-lo mais acessível á compra pelo consumidor final.
A novidade foi avançada pelo secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, durante uma visita que realizou, à empresa Santo Queijo, situada no Santo da Serra e que este ano assinala 30 anos de existência.
“Com esta decisão estamos a incentivar e a defender a produção regional, na medida em que o Requeijão da Madeira IGP terá de ser integralmente concebido com leite produzido na Madeira, garantindo desta forma a autenticidade do produto e a origem da produção”, referiu Nuno Maciel adiantando que o fabrico deste produto é realizado de uma forma específica e quase artesanal, o que o torna mais caro e menos competitivo face ao requeijão comum, sendo por isso importante este auxílio que o discrimina positivamente e o torna mais competitivo no mercado.
Recorde-se que, ainda recentemente, o secretário regional frisou que o Executivo irá majorar o apoio de ajuda à Vaca Leiteira, aumentando dos atuais 200 euros anuais, para 250 euros/ano (+25%), por cada animal produtor de leite. Um sinal do compromisso e atenção que o Governo Regional tem para com a fileira do leite e da sua transformação agro-alimentar.
A acompanhar esta visita esteve também o diretor regional de Agricultura, Veterinária e Alimentação dos Açores, Luís Estrela, que se encontra na Região numa visita de trabalho, com o objetivo de promover a troca de conhecimentos no setor, tal como previsto no protocolo celebrado entre ambos os Governos destas regiões autónomas.
Durante a visita Nuno Maciel teve oportunidade de testemunhar a qualidade de alguns dos produtos produzidos pela Santo Queijo. Uma empresa que aos poucos tem registado um crescimento sustentado, tentando responder às crescentes necessidades do mercado regional, reforçando o posicionamento que a mesma já detém.
O governante ainda focou a importância criteriosa de atribuição dos fundos comunitárias e as suas mais-valias para a Região, nomeadamente ao nível do valor acrescentado económico, através da transformação agro-alimentar, no respeito pela tradição regional aliada à inovação com qualidade e excelência na apresentação.
“Esta empresa exemplifica bem a boa atribuição de fundos comunitários que a Região tem sabido fazer. Através desse mecanismo soube investir de forma sustentável gerando mais economia para a Região tendo já em carteira novos projetos” referiu Nuno Maciel.
A Santo Queijo conta atualmente com 21 colaboradores e é responsável pela criação de várias referências regionais com a marca “Produto da Madeira” e tenciona ainda criar novos produtos.
Só este ano foi responsável pelo processamento de 1.158.900 litros processados de leite, 127.326 quilos de requeijão, 733.250 unidades de queijo fresco, 23.000 quilos de queijo branco, 70.000 sobremesas e 104.321 tequenhos.
Através do PRODERAM a empresa teve um apoio na ordem dos 623 mil euros (65%) para um investimento elegível de 958 573 (total proposto 1.166.506€).
Através do FEADER foi de 529.611 euros e do Orçamento Regional de 93.460 euros.
Ao todo há 3 empresas na Madeira que se dedicam à produção de requeijão tendo produzido em 2024 cerca de 170 mil quilos deste produto.