O presidente do Governo Regional disse que as obras de construção ou requalificação das Estruturas Residenciais para Pessoas idosas têm de ficar concluída dentro dos prazos do PRR (final de agosto). É o caso do Lar da Ponta Delgada, que hoje visitou e que tem obras em curso para a requalificação das 36 vagas existentes e para a construção de mais 16 vagas, permitindo que passe a oferecer 52 camas. Um investimento de quase 5,34 milhões de euros, no âmbito do PRR, por iniciativa do Centro Social e Paroquial local.
O governante aproveitou a ocasião pera reiterar que o seu objetivo para este mandato passa por ultrapassar as 700 vagas, recuperadas e novas. No quadro do PRR, neste momento, salientou, estão em execução 500 e tal vagas. Pelo que o ORAM comparticipará mais cerca de 200….
Miguel Albuquerque, que falava aos jornalistas no final da visita, lembrou que «os prazos do PRR são muito difíceis de cumprir», mas frisou que o Governo e as instituições que se candidataram aos apoios do PRR têm feito um esforço no sentido de garantir que as obras estão concluídas e executadas dentro desse prazo.
«Algumas delas têm corrido bem, estou-me a lembrar por exemplo da obra da Santa Casa de Misericórdia do Funchal. com 115 vagas, que ficará concluída a tempo, ou do Lar da
Associação 4 de Setembro, na Rua do Til, que já está pronto. Ou ainda do Lar do Porto Santos, da Fundação da Nossa Senhora da Piedade, que vai oferecer um novo número de importantes vagas e reformulação dos quartos já existentes e que também ficará pronto. O de Machico também ficará pronto», elencou.
O líder madeirense disse que há ainda outras obras em curso, que começaram mais tarde, devido a problemas burocráticos, mas que também estão a correr bem. «Estou-me a lembrar, por exemplo, do lar do Santo da Serra, que neste momento já está em execução», acentuou.
Contudo, assume que houve dificuldades com o projeto do Lar no Carmo, em Câmara de Lobos, onde estava previsto executar-se um investimento para 120 camas. Um contratempo que, salientou, já tem solução, «que passará pelo aumento do quadro de vagas atual para 160, com a garantia de que o Governo Regional, através de um contrato-programa, vai apoiar a instituição no sentido de assegurar essa maior capacidade».
Miguel Albuquerque lembra que não foram só problemas burocráticos a atrasar as obras, mas também o problema de se encontrar empresas de construção civil que executem as obras dentro do prazo. E, acrescentou, «há ainda a questão da subida de preço que assistimos, nos últimos anos, nos materiais da Construção Civil».
Neste momento, é fundamental que as instituições tenham mais camas disponíveis, garantindo a mesma infraestrutura. É preciso escala, porque se vou ter uma cozinha, ter um ginásio, ter um conjunto de infraestruturas para servir 20 camas ou 40 ou 50, é melhor que essas mesmas infraestruturas, do ponto de vista da rentabilidade e da funcionalidade das instituições, tenham mais camas com conforto, com igual conforto, mas aproveitando as infraestruturas existentes.