A Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), apresentou hoje, no Montado do Paredão, a aquisição de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) e respetivo equipamento tecnológico de apoio à monitorização e gestão florestal na Região Autónoma da Madeira.
O investimento, no valor cerca de 200 mil euros, financiado pelo PRR RAM – Transição Digital da Administração Pública, no âmbito do projeto Digitalizar Florestas 4.0, representa um salto tecnológico na modernização do Inventário Florestal Regional (IFRAM) e na gestão do território.
Os equipamentos adquiridos incluem um drone profissional de grande autonomia (DJI Matrice 400) e dois drones complementares (DJI Matrice 30T), equipados com sensores de última geração, designadamente câmara multiespetral, sensor LiDAR de alta precisão, câmara térmica, radar de onda milimétrica, sistema RTK com precisão centimétrica e zoom ótico até 34x (400x total).
A integração da tecnologia LiDAR permite gerar Modelos Digitais de Terreno e de Superfície, avaliar a estrutura vertical da vegetação, estimar a carga de combustível florestal e modelar o comportamento potencial do fogo, reforçando a capacidade preventiva e a tomada de decisão técnica baseada em dados georreferenciados de elevada precisão.
O secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, destacou que estes equipamentos “permitem conhecer melhor o território, antecipar riscos e agir de forma mais rápida e eficaz”, sublinhando ainda que o drone principal dispõe de capacidade de comunicação direta com vítimas em situações de resgate e pode operar com comando partilhado a partir de dois pontos distintos, reforçando a segurança operacional no terreno.
O investimento inclui ainda equipamento GNSS de alta precisão, infraestrutura informática de elevado desempenho, software especializado de SIG, fotogrametria e modelação 3D, assegurando a integração completa da cadeia digital, da recolha de dados ao apoio à decisão.
Com esta aposta na inovação e digitalização, a Região Autónoma da Madeira reforça a prevenção estrutural de incêndios, melhora a resposta a fenómenos extremos e aproxima-se dos mais elevados padrões internacionais de gestão florestal baseada em dados.