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Depois da Calheta e Câmara de Lobos

“600 Anos” reavivam, nesta terça-feira, dia 2 de Julho, memórias em São Vicente 02-07-2019 Secretaria Regional do Turismo e Cultura
Depois da Calheta e Câmara de Lobos

No âmbito das Comemorações alusivas aos 600 Anos do Descobrimento das Ilhas da Madeira e Porto Santo e em parceria com a Câmara Municipal de São Vicente, o projeto “Imagens e Memórias”, da responsabilidade do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira (ABM) chega, nesta terça-feira, dia 2 de julho, pelas 18.00 horas, a este concelho, sendo este o terceiro Município a acolher a iniciativa, depois da Calheta e Câmara de Lobos. 
Uma iniciativa que, no entender da Secretária Regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço, cumpre o verdadeiro propósito e espírito das celebrações dos 600 Anos, «ao promover o envolvimento, a participação ativa e, acima de tudo, a partilha de toda esta informação com a população, num contributo que abona a favor da defesa da nossa memória coletiva e a sua preservação, de geração em geração».
Nesta Exposição, cuja abertura conta com a presença do Presidente da Comissão Executiva dos 600 Anos, Guilherme Silva, serão divulgadas, junto do público, interessantes imagens deste concelho do norte da Madeira, abrangendo um espaço temporal que se estende desde o recuado ano de 1826 até à década de 1980. A exemplo do que ocorreu nas duas exposições anteriores, o património cultural, nas suas múltiplas vertentes, é uma vez mais enaltecido, sendo dados a conhecer diversos aspetos de antigas habitações e de capelas edificadas nas três freguesias do concelho ─ São Vicente, Ponta Delgada e Boaventura ─ e curiosos registos dos aglomerados urbanos do passado.
Entre outros exemplos relevantes também patentes na mostra, cumpre destacar o majestoso vale de São Vicente, com as suas particularidades geológicas, que desce da Encumeada e remata no rochedo que emerge na foz da ribeira onde se edificou de forma singular uma humilde ermida; a arquitetura rural, secular e autêntica, com vetustas construções de pedra, ora abafadas de palha, ora com coberturas de telha; o arraial do Senhor Bom Jesus da Ponta Delgada, ancestral romagem insular que remonta ao século XVI, ou ainda as gritantes ruínas de um engenho de destilação de aguardente de cana doce, de meados de Oitocentos, que se erguia na foz da Ribeira do Porco na Boaventura, apagada reminiscência da arqueologia industrial madeirense.
Refira-se que os conteúdos da exposição são da autoria de Jorge Valdemar Guerra, o grafismo de Leonardo Vasconcelos e as traduções de textos da responsabilidade de Liliana Pestana, Maria da Cunha Paredes e Cefyn Embling-Evans.
A referida Exposição estará aberta ao público ao longo do mês de julho, concretamente entre os dias 2 e 29, no Centro de Promoção Cultural de São Vicente.


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